Goiânia, 07 de novembro de 2005.

EDUCAÇÃO SEXUAL NA ADOLESCÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Velúnia Afonso Tristão

Flávia Martins Soares

Juliana Ferretto

A adolescência é um período de transição marcada pelos processos de amadurecimento físico, psicológico e social. Ao realizar qualquer trabalho sobre sexualidade com jovens é importante estabelecer os grupos que mais necessitam de receber tais informações, pois segundo pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas os adolescentes da periferia apresentam menos conhecimentos sobre sexualidade do que os das classes mais altas. A educação sexual é uma tarefa que deve ser iniciada no lar através dos familiares ou pessoas que possuem maior contato e influência com os adolescentes. O Instituto Data Folha em 93 realizou uma pesquisa em 10 capitais brasileiras e constatou que 86% das pessoas entrevistadas são a favor da inclusão de Orientação Sexual nos currículos escolares. E desta mesma pesquisa constatou que 32% dos pais conversam com seus filhos sobre sexo, e 50% nunca conversaram. Diante disso, torna-se claro a necessidade do desenvolvimento de trabalhos de orientação sexual por parte de educadores, pais e profissionais da saúde. Nosso objetivo foi desenvolver um trabalho de orientação sexual, com 45 adolescentes na faixa de 10 a 14 anos, estudantes de uma escola municipal, da periferia da cidade de Uberaba-MG. Os principais assuntos abordados foram: modificações físicas na puberdade, ciclo menstrual, relação sexual, métodos contraceptivos, aborto e DSTs. No primeiro contato com os estudantes promovemos uma conversa descontraída sobre adolescência e sexo, para o estabelecimento de laços de confiança e identificação das necessidades do grupo. Ao abordarmos, sob a forma de palestras, os diferentes assuntos utilizando uma linguagem característica e própria para a faixa etária. Após as palestras foram realizados grupos de discussão e a maioria dos alunos demonstraram ter aprendido sobre o conteúdo ministrado. Com esse trabalho, esperamos que os jovens possam ter compreendido melhor as modificações físicas e psicológicas próprias desse período, valorizando e adotando hábitos de vida saudáveis e estando conscientes dos diversos aspectos pertinentes à sexualidade. Podendo mudar o contexto da realidade em que estão inseridos, diminuindo a taxa de gestações, abortos e infecções por DST; além de poderem ser multiplicadores de informações para outros adolescentes. Apoio: UFTM/Programa de Integração do Serviço e Ensino.

Correspondência para: Velúnia Afonso Tristão, e-mail: velutristao@yahoo.com.br