ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UMA CRIANÇA COM HIDROCEFALIA
Velúnia Afonso Tristão
Ana Lúcia de Assis Simões
Waldene Machado
Camila Carolina Silva
A sistematização da assistência de enfermagem (SAE) é um importante recurso para a garantia da qualidade dos serviços prestados pela Enfermagem, identificando problemas reais ou potenciais do cliente e direcionando os cuidados para a manutenção, restauração e promoção da saúde. Assistir a criança em sua integralidade, não é apenas cuidar de um corpo doente, mas reconhecer toda a complexidade desse ser. Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de descrever a sistematização da assistência a uma criança com Hidrocefalia, internada no isolamento da Pediatria do Hospital Escola da UFTM, Uberaba-MG, em junho de 2005. A coleta de dados deu-se a partir da realização de entrevista com a mãe e exame físico da criança. Os diagnósticos de enfermagem formulados com base na Taxonomia II da NANDA. Criança com 16 meses, sexo feminino, admitida com queixa principal de pico febril, vômito escuro, urina avermelhada, dificuldade de alimentação, ausência de choro e contato com os pais (SIC), encontrava-se com válvula de drenagem ventrículo peritoneal obstruída e com sinais de infecção, sendo confirmada meningite e complicações diversas através dos exames radiológicos e laboratoriais. Criança estava reclusa ao leito, em tenda de oxigênio, com lesões em couro cabeludo, sono agitado, inquieta e não verbalizava nutrição através de sonda nasoenteral. Acesso venoso em portocath em flanco direito. Raramente recebia visitas. Os diagnósticos levantados foram troca de gases prejudicada, mobilidade física prejudicada, comunicação prejudicada e integridade tissular prejudicada e risco para infecção. O plano de assistência de enfermagem proposto enfocou as intervenções necessárias à evolução satisfatória da cicatrização, melhora e prevenção de infecções, melhor mobilidade no leito e mais atenção no aspecto de humanização da criança, como cantar e contar histórias durante a realização dos procedimentos. Ao final de duas semanas a criança apresentou redução da irritabilidade, do choro e da inquietação; aparentando tranqüilidade. Conclui-se que a SAE aliada ao cuidado humanizado foi muito importante na tomada de decisões. Demonstrando que através de ações muito simples conseguimos alcançar a melhoria da qualidade de vida da criança, transformando o hospital em um ambiente digno. Fato de extrema relevância para pacientes com mau prognóstico, cujo período de internação é longo.
Correspondência para: Velúnia Afonso Tristão, e-mail: velutristao@yahoo.com.br
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