CONTROLE DA HAS EM SERROLÂNDIA/BA: A CONTRIBUIÇÃO DO PITS
Roberta Kaliny de Souza Costa
Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro
Desde agosto de 2002, o Programa de Interiorização do Trabalho em Saúde – PITS, vem oportunizando o desenvolvimento de ações voltadas para a melhoria da assistência à saúde da população em Serrolândia/BA. Atividades realizadas junto a população possibilitou a delimitação da área de abrangência, a identificação dos problemas do estado de saúde e a organização de uma atenção de qualidade às famílias. Em se tratando dos problemas de saúde identificados na comunidade rural área 004, a hipertensão arterial merece destaque, por ser a doença crônica degenerativa mais referida e diagnosticada entre os usuários do serviço de saúde, sendo a principal causa de morte e internação no município. A gravidade do problema exige dos profissionais um planejamento estratégico com medidas para controle, viabilidade de tratamento e educação para prevenção, evitando que mais pessoas tenham sua saúde agravada. Portanto, este trabalho contempla uma proposta de intervenção para o controle e redução da incidência da hipertensão arterial na área 004. Para isso, foi realizado um planejamento das ações de saúde, utilizando as orientações metodológicas para elaboração do Planejamento e Programação Local de Saúde do Manual de Treinamento Introdutório das Equipes de Saúde da Família (2001), material didático usado pelos instrutores do Pólo de Capacitação de Pessoal para Saúde da Família/Bahia, no curso de iniciação para os profissionais do PITS no município de Serrolândia/BA. Em seu desenvolvimento o estudo discorre sobre a caracterização geral do município e da área de trabalho, enfocando indicadores de saúde e organização do setor saúde, referindo-se também ao aporte teórico que apresenta a doença hipertensiva e suas repercussões na saúde da população mundial e brasileira, orientando e justificando a elaboração e condução de uma proposta de intervenção, para efetividade do controle da HAS em nível de atenção básica de saúde. Conclui-se que a elaboração da proposta de intervenção possibilitou à população a priorização dos problemas segundo a importância e a necessidade de ação imediata e de existência/disponibilidade de recursos para resolução dos mesmos. À essa priorização, seguiu-se a etapa de elaboração de uma programação operativa, onde foram definidas as ações necessárias e as estratégias para superar as dificuldade e aumentar as facilidades de resolução dos problemas a ser executada, acompanhada em sua evolução e avaliada pela equipe e pela comunidade.
Correspondência para: Roberta Kaliny de Souza Costa, e-mail: robertaksc@uol.com.br |