Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DEPENDÊNCIA DA NICOTINA NOS POFISSIONAIS DO PSF.

Lívia Angélica da Silva

Cássia Maria Macedo Silva Faro

Lausimary Araújo São Mateus da Silva

Wilma Resende Lima

O presente estudo aborda a dependência da nicotina entre os profissionais que integram o Programa de Saúde da Família / PSF, no município da Barra dos Coqueiros. Os objetivos foram de averiguar o consumo do tabaco dos profissionais do PSF, traçar o perfil desses profissionais, identificar características bio-psico-sócio-econômicas e emocional, como também investigar o grau de dependência da nicotina dos profissionais tabagistas de acordo com o teste de Fagerstrom. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o “tabagismo é uma doença transmissível – transmitida pela propaganda ou pelo patrocínio”. Talvez a maior estratégia das indústrias do fumo para a sedução dos jovens iniciarem a experimentação dos produtos derivados do tabaco esteja associada à publicidade. O estudo foi de caráter transversal numa investigação exploratória com abordagem quantitativa, através da aplicação de um questionário para a identificação da prevalência dos profissionais fumantes como também suas características. Em seguida foi aplicado o questionário de avaliação do grau de dependência da nicotina. A amostra foi representada por 41 (quarenta e um) profissionais das equipes do Programa de Saúde da Família do município da Barra dos Coqueiros. O resultado da análise mostrou que 4,87% dos profissionais são dependentes da nicotina e que foram motivados a fazerem uso devido ao estresse e depressão. No que diz respeito ao gênero a amostra resultou em 50% do sexo feminino e 50% do sexo masculino. Com relação a faixa etária, 100% da amostra ficou entre 37 a 48 anos: 50% ganha de 4 a 6 salários, enquanto 50% de 10 a 12 salários mínimos. A iniciação ao tabagismo foi representada por 50% na faixa etária de 11 a 14 anos e 50% entre 15 a 19 anos, ratificando assim os dados existentes. Outro dado foi o uso do tabaco no trabalho o que representou em 100% dos profissionais pesquisados. No que diz respeito a avaliação do grau de dependência da nicotina por meio do teste de Fagerström, houve uma variação entre o grau de dependência baixo e muito baixo dos profissionais estudados. Desse modo, podemos concluir que se faz necessário sensibilizar estes profissionais abolirem a prática tabagística, uma vez que, são referências para a população.


Correspondência para: Wilma Resende Lima, e-mail: limawr@bol.com.br