Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PERFIL DOS INDIVÍDUOS COM AVC: PORTO DA FOLHA/SE

José Carlos de Jesus Ferreira Filho

Cássia Maria Macedo Silva Faro

Maria Pontes de Aguiar Campos

Wilma Resende Lima

As doenças cerebrovasculares são problemas de saúde pública, e das principais causas de morte da população adulta dos países desenvolvidos. As evidências clínicas já identificaram os fatores de risco modificáveis e não-modificáveis, como condições predisponentes para a ocorrência das doenças cerebrovasculares antes do evento. Os avanços tecnológicos e terapêuticos no diagnóstico e tratamento do Acidente Vascular Cerebral têm contribuído para a redução da mortalidade. Porém, as dificuldades dos serviços de saúde em garantir o acesso da população ao diagnóstico precoce e manutenção do tratamento, associados à falta de conhecimento sobre a doença e seu impacto na sociedade em geral, contribuem para elevação da morbimortalidade por A. V. C. Neste sentido, torna-se importante a realização de estudos que abordem a temática do A. V. C. Trabalho descritivo, quantitativo, com o objetivo de descrever o perfil dos indivíduos acometidos pelo AVC no município de Porto da Folha. Perfil, determinado pela análise dos tipos de A. V. C. ; os de comprometimentos neurológicos; dos fatores de risco não-modificáveis: idade, sexo, herança familiar e etnia; e modificáveis: a hipertensão arterial, cardiopatias, diabetes mellitus, dislipidemia, uso de contraceptivos orais, etilismo, tabagismo e sedentarismo. Os resultados encontrados foram importantes para a caracterização do perfil dos indivíduos acometidos pelo A. V. C. na área de abrangência do município mencionado. As evidências reveladas pela pesquisa estão em acordo com o descrito na literatura, que trata da temática. Esses dados contribuem para reforçar as discussões sobre a relação entre os fatores de risco modificáveis e não-modificáveis, e a ocorrência do A. V. C. Constatou-se que o A. V. C. isquêmico foi o mais presente nos indivíduos acometidos, assim como os distúrbios de locomoção. Dentre os fatores de risco modificáveis, a prevalência da hipertensão arterial chegou a 90,5%, seguida do sedentarismo e tabagismo, com 47% e 25% respectivamente. Visando uma atuação mais dinâmica e adequada no universo dos pacientes acometidos por doenças cerebrovasculares, é necessário não apenas traçar o perfil da população acometida e assistida pela estratégia de saúde de um município, mas, principalmente, analisar o impacto que as ações de saúde têm na redução dos danos e até mesmo na prevenção da doença.

Correspondência para: Wilma Resende Lima, e-mail: limawr@bol.com.br