PERSPECTIVAS E LIMITES NO ENSINO DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Marcia Simoni Fernandes
Tanara Leonardellli Michielin
INTRODUÇÃO: A qualificação do ensino do Processo de Enfermagem subsidiado pelas Teorias de Enfermagem, permeado pela aplicação do Raciocínio de Risner, constituí-se em um desafio para a construção dos processos cognitivos do aluno, com vistas ao estabelecimento de diagnósticos de enfermagem e de saúde. OBJETIVOS: Para tanto, buscaremos refletir as experiências vivenciadas nas disciplinas de fundamentos de enfermagem, apontando as perspectivas e limitações que circundam os processos de ensinagem. METODOLOGIA: É um estudo teórico-reflexivo realizado no Curso de Enfermagem da Universidade de Caxias do Sul, no período de março de 2001 à julho de 2005, junto as disciplinas de Fundamentos I e II. RESULTADOS: As experiências em sala de aula, mostraram que foi preciso trilhar um caminho conflituoso, angustiante e permeado por diversos questionamentos acerca das nossas intervenções pedagógicas nos micro-espaços acadêmicos. Observamos que o Processo de Enfermagem era ensinado sem o respaldo de teorias de enfermagem, além da inexistência de um processo de raciocínio diagnóstico. O aluno diante dos dados coletados (entrevista e exame físico) junto ao cliente, elaborava uma listagem de problemas, sem haver uma correlação entre os mesmos, não refletindo sobre suas causas e consequências partindo, portanto, para a busca no referencial da NANDA, do título diagnóstico, tendo em vista uma incipiente comparação com as características definidoras. Para tanto, foi construída uma proposta que incluia a utilização de um raciocínio diagnóstico, apoiadas em Risner (1986), subsidiadas pelo modelo conceitual de Horta (1979). CONCLUSÕES: Consideramos que há ainda uma grande resistência por parte dos professores e alunos, sendo que os alunos visualizam a não continuidade/aprofundamento de tais questões nas outras disciplinas do curso de graduação, ficando nítido o sentimento de “tempo perdido” ou “esforço sem significado”. Sendo assim, acompanhar os movimentos com seus fluxos implica na necessidade de estarmos abertas para viver o caos e a partir dele produzir novos sentidos/significados, reinventando trajetos com diferentes performances didático-pedagógicas num mundo de provisoriedades.
Correspondência para: Tanara Leonardellli Michielin, e-mail: tanars27@yahoo.com.br |