Goiânia, 07 de novembro de 2005.

UTILIZAÇÃO DA SALA DE ESPERA COM DIABÉTICOS NO RIO DE JANEIRO.

Marcelle Fernandes de Souza

Fátima Teresinha Scarparo Cunha

A diabetes mellitus, é caracterizada por distúrbio do metabolismo dos açúcares, denominada pelo aumento da glicose. A sala de espera constitui-se da utilização de um espaço físico e social para o compartilhamento de informações com os clientes que possuam uma necessidade de saúde em comum. No entanto convém lembrar que a implementação da sala de espera com diabéticos não faz parte da rotina da unidade estudada, fato que me chamou atenção. Logo, este estudo busca contribuir para a conscientização da utilização da sala de espera como recurso educativo e de entrosamento entre os pacientes diabéticos e a unidade básica de saúde, através da figura do enfermeiro. Possui o objetivo de identificar como a sala de espera pode contribuir no processo saúde-doença de diabéticos em uma unidade básica de saúde e na interação do usuário com a Instituição de saúde. Apresenta abordagem metodológica qualitativa do tipo exploratória e tem como cenário, um Centro Municipal de Saúde – CMS, no município do Rio de Janeiro, local onde foi realizado o estágio curricular da disciplina que viabilizou este estudo. Devemos considerar os clientes diabéticos, que utilizam o referido CMS como os verdadeiros atores da pesquisa. A coleta de dados se deu pela observação participante do tipo artificial, uma vez que, o observador não pertence à mesma população que investiga. A experiência obtida durante o período de estágio no CMS e principalmente a realização da sala de espera, juntamente com levantamento bibliográfico forneceu um maior domínio sobre o tema, o que facilitou o processo da pesquisa. Sendo assim, os benefícios pontuam para maior interação entre o profissional de saúde que executa a atividade e os pacientes diabéticos e entre os próprios pacientes; percepção de serem mais bem acolhidos pela instituição; a interdisciplinaridade, através da troca de informações e impressões do profissional da sala de espera com a equipe multiprofissional; facilitação do entendimento de certas situações que o envolvem, o que agiliza a consulta tornando-a mais proveitosa e melhor aceitação da doença. Portanto grupos de sala de espera são processos de convivência mediante troca de experiências e de vivências através do diálogo orientado. Tais atividades contribuem para potencializar o conhecimento tanto no âmbito individual quanto coletivo para o enfrentamento das mudanças comportamentais desencadeadas pela doença crônica como a diabetes.

Correspondência para: Marcelle Fernandes de Souza, e-mail: cellefernandes@hotmail.com