TÉCNICAS NÃO-FARMACOLÓGICAS PARA ALÍVIO DA DOR NO TRABALHO DE PARTO
Sueli da Gama Moura Yasuda
Rosimeire Sartori de Albuquerque
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa, tendo por objetivo identificar o acervo bibliográfico e analisar as publicações sobre técnicas não-farmacológicas para alívio da dor no trabalho de parto no período de 1994 a 2004. O conhecimento e o uso de técnicas não-farmacológicas, como um recurso para alívio da dor durante o trabalho de parto, instrumentaliza a enfermagem a intervir no diagnóstico de dor aguda relacionada às contrações uterinas, sem causar efeitos colaterais à mãe ou ao bebê. Para a realização da pesquisa houve busca no banco de dados da Biblioteca da Faculdade Santa Marcelina, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, da Universidade de Campinas e do Scielo (Scientific Electronic Library Online). Após a análise detalhada e reflexiva dos dados, as técnicas não-farmacológicas foram divididas em terapias físicas e comportamentais. As terapias físicas englobam acupuntura e TEENS (Estimulação Elétrica transcutânea), seu mecanismo de ação parece estar relacionado ao sistema opióide. As terapias comportamentais envolvem o método psicoprofilátrico, o apoio emocional, o relaxamento e a posição da gestante durante o Trabalho de parto. Sobre seu mecanismo de ação os estudos sugerem que mecanismos psicológicos, provavelmente, inibem a transmissão de informações nociceptivas. As técnicas não-farmacológicas quando usadas em conjunto tem maior eficácia que seu uso isolado. As evidências científicas levam a crer que contribuem para um parto mais saudável, aumento do conforto e alívio da dor durante o trabalho de parto. Este fato é comprovado por meio do retardo em solicitar analgésicos, bem como a diminuição do seu consumo, gestantes menos ansiosas e mais colaborativas e uma duração menor do trabalho de parto. Além disto, trata-se de um recurso de baixo custo necessitando apenas capacitar os profissionais sobre seu uso. Observa-se também a necessidade de estimular o pré-natal, período no qual acredita-se que as orientações e o preparo para o parto são assimilados com maior intensidade pelas gestantes. O uso destas técnicas proporciona a individualização da assistência, qualifica o serviço de enfermagem e humaniza o parto.
Correspondência para: Sueli da Gama Moura Yasuda, e-mail: sgmyasuda@yahoo.com.br
|