Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ANÁLISE DA COBERTURA VACINAL EM CRIAÇAS MENORES DE UM ANO

Fabiana Martins Venturini Andrade

Patrícia Ferreira Nomellini

As vacinas são efetivas e eficientes na prevenção das doenças, diante disso o Brasil tem como meta vacinar 100% das crianças no primeiro ano de vida. Para tanto, é preciso garantir ações eficazes de imunização e também, a análise sistemática da cobertura vacinal da população, que se dá através do percentual de uma população alvo que foi vacinada, possibilitando identificar a susceptibilidade da população frente as doenças imunopreveníveis. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, que teve como objetivo analisar a cobertura vacinal em crianças menores de um ano, residentes no município de Porto Nacional - TO, utilizando os dados populacionais do Sistema de Informação de Nscidos Vivos (SINASC) e as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para as crianças nascidas de primeiro de janeiro a 31 de dezembro de 2004, perfazendo um total 898 e 980 crianças, respectivamente. Todas as crianças que nasceram em Porto Nacional nesse período fizeram parte da amostra. Os dados foram coletados através do Sistema de Avaliação do Programa de Imunizações (SI-API), respeitando a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Através desses dados foram analisadas as doses administradas das vacinas do esquema básico, constituído pelas primeiras doses das vacinas BCG e febre amarela, e das terceiras doses das vacinas contra a hepatite b, Sabin e tetravalente. Os resultados obtidos mostraram que a cobertura vacinal de Porto nacional é heterogênea entre as vacinas básicas, tendo em vista que vacinas como a BCG, alcançaram ou ultrapassaram em muito a meta preconizada, e outras como a febre amarela, estão longe de alcançá-la. A cobertura das vacinas, durante os meses do ano, também não se mantiveram homogêneas, mantendo crianças com esquema vacinal em atraso, portanto, não imunes a estas doenças. Estes dados sugerem que seja feito levantamento dos problemas que levam a esta situação e que sejam elaboradas estratégias para sua resolução, visando principalmente, elevar e alcançar a homogeneidade da cobertura vacinal. Atividades educativas para as pessoas que desempenham ações de imunização, melhora dos registros de doses, repasse de doses de vacinas para os municípios de residência das crianças que nasceram na cidade de Porto Nacional, busca ativa de faltosos e análise sistemática dos dados podem contribuir para o alcance da meta preconizada. Apoio: Centro Universitário Luterano de Palmas/ULBRA

Correspondência para: Patrícia Ferreira Nomellini, e-mail:

patinomellini@ulbra-to.br