Goiânia, 07 de novembro de 2005.

UMA PROPOSTA PARTICIPATIVA DE AVALIAÇÃO

Miriam Cristina Triches Reisdorfer

Claire Fatima Adames Dolce

Marlei Fátima Cezarotto Fiewski

A avaliação é um processo contínuo e deve ser constituído como parte do aprendizado, do acadêmico de enfermagem, pois, ao longo do desenvolvimento de suas atividades profissionais ele será ao mesmo tempo educador, avaliador e supervisor no processo laboral. Neste sentido, este relato de experiência apresenta uma avaliação com os acadêmicos do curso de enfermagem do terceiro período, durante a as aulas práticas de semiologia e semiotécnica, no primeiro semestre do ano de 2005, em uma universidade particular da cidade Cascavel – Paraná. O objetivo foi instituir nova forma de avaliação em aulas práticas, destacando a importância do senso crítico para a observação, dando inicio ao desenvolvimento da supervisão profissional, sem deixar de lado a construção do aprendizado em equipe. A metodologia foi proposta no primeiro encontro das aulas, onde houve concordância dos acadêmicos, ocorreu a divisão dos grupos e os mesmos foram informados que ao término do conteúdo proposto seria sorteado um aluno de cada grupo que faria a execução de uma técnica básica também sorteada e os demais com um formulário pré-elaborado pelos docentes fariam a análise do desenvolvimento da técnica, posterior a essa etapa era realizado uma avaliação com os grupos colocando os pontos positivos e negativos, para posteriormente ser somado a nota das avaliações do grupo e dos docentes, sendo que o peso atribuído a cada avaliação foi o mesmo. Como resultado, foi possível identificar que 99% dos alunos, sentiram-se preparados para fazer a avaliação do colega e determinar a nota do grupo, apenas, 1% relataram ter dificuldades em avaliar. Foi evidenciado que este método propiciou um aprendizado como processo, pois, era preciso saber a técnica e ao mesmo tempo enfatizar as dificuldades, o que torna a interação entre colegas e entre professores harmonioso e participativo, tornando o processo avaliativo um desafio e ao mesmo tempo prazeroso. Como conclusão pode-se observar que uma metodologia diferente de avaliação precisa ser elaborada e validada por todos os docentes, estabelecendo aos acadêmicos a participação efetiva na construção do instrumento, além de se trabalhar em disciplinas metodológicas o processo avaliativo. Devendo ser este institucionalizado no primeiro encontro da academia, porém, é necessário destacar que mesmo com algumas dificuldades no seu desenvolvimento essa forma avaliativa, está mais próxima da educação problematizadora.

Correspondência para: Miriam Cristina Triches Reisdorfer, e-mail: miriam@certto.com.br