ANÁLISE DA PRÁTICA DE ENFERMAGEM PEDIÁTRICA EM HOSPITAL DE NATAL-RN
Izaura Luzia Silvério Freire
Glaucea Maciel de Farias
INTRODUÇÃO: a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) destina-se a crianças portadoras de patologias agudas, com risco de vida devido à doença de base ou suas complicações, que requerem cuidados e observação contínuos para controle, estabilização e preservação de suas funções vitais. Há, portanto, a necessidade de considerar as características biológicas da criança, respeitando sua etapa de desenvolvimento funcional e psicomotor, sem deixar a assistência psicológica em plano secundário. Para tal, a equipe multiprofissional deve ser capacitada para identificar e atuar nos efeitos da hospitalização. A preocupação com as necessidades integrais das crianças deve estar explícita nas instituições. Como a enfermagem é o grupo de profissionais de saúde que assiste a criança diretamente nas 24 horas, as características de totalidade devem estar colocadas no cotidiano de seu trabalho, cabe a ele desenvolver atividades para a promoção à saúde e prevenção de doenças, sendo de sua responsabilidade o diagnóstico e a intervenção de enfermagem. Seu objetivo é assistir as pessoas para atingirem seu potencial máximo de saúde. OBJETIVO: analisar a prática de enfermagem em uma UTIP de um hospital público quanto aos paradigmas que norteiam essa prática no serviço, bem como os valores, tendências e perspectivas para uma assistência integral à criança internada nesse local. METODOLOGIA: os dados foram coletados pela observação sistematizada, durante o desenvolvimento das atividades diárias dos profissionais que lá atuavam. RESULTADOS: o foco da assistência ainda é a doença da criança, dando ênfase à dimensão biológica, com a finalidade maior de recuperar a saúde através de medidas terapêuticas e seus cuidados imediatos; percebemos que a execução dos cuidados desenvolve-se somente pelos profissionais, não existindo estímulo para a participação da família, que atua como mero espectador sem participar das decisões relativas ao tratamento e cuidados prestados aos filhos; não existe uma co-participação dos demais profissionais que fazem a equipe de saúde deste hospital, tornando as ações do cuidado isoladas e muitas vezes com objetivos diferentes. CONCLUSÕES: o cuidado efetivo à criança deve envolver um conceito holístico. A equipe de enfermagem deve atuar de forma humanizada e sistematizada, onde o autocuidado seja vislumbrado, visando promoção, prevenção e reabilitação, considerando a criança como membro de uma família e da comunidade.
Correspondência para: Glaucea Maciel de Farias, e-mail: glaucea@digizap.com.br
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