Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A ENFERMAGEM DO TRABALHO E SUAS CONDICIONANTES ORGANIZACIONAIS

Miriam Cristina Triches Reisdorfer

Marlei Fátima Cezarotto Fiewski

No processo da construção pela melhoria da saúde do trabalhador, os profissionais que atuam têm buscado formas de harmonizar e humanizar as condições de trabalho. Neste sentido, a enfermagem tem se destacado, pois, o ingresso do enfermeiro do trabalho é um dos avanços na melhoria da qualidade do trabalho. O objetivo deste foi à identificação e analise das condicionantes organizacionais que interferem na atuação do enfermeiro do trabalho. Assim, para este estudo foram selecionadas as condicionantes organizacionais como: os horários de trabalhos, pausas, ritmo e cadência, divisão de tarefas, prescrição de tarefa, efetivo de trabalho, carga de trabalho, programa de formação polivalência e trabalho em equipe, e como condicionantes psicossociais: relacionamento, comunicação, conteúdo de trabalho. A metodologia foi exploratória e transversal com analise quanti-qualitativa. Os resultados foram pautados pelas variáveis: características básicas das empresas, dos enfermeiros do trabalho, do trabalho da enfermagem ocupacional. No tocante das condicionantes organizacionais observou que o empenho do profissional de enfermagem é relacionado com a valorização que a empresa dispensa à saúde e a segurança dos trabalhadores. Foi possível destacar que o duplo vínculo de trabalho é uma conseqüência para elevar a remuneração mensal familiar associado ao conhecimento técnico para melhorar a atuação profissional. Salientando que um percentual considerável dos entrevistados dedicam-se à licenciatura. A função do enfermeiro do trabalho como serviço administrativo e preventivo, assegura maior motivação, satisfação, autonomia e permanência no emprego, caracterizando uma baixa rotatividade. Na conclusão o aspecto autonomia psicossociais o enfermeiro do trabalho se sente satisfeito e motivado, quando desempenha suas funções tem possibilidade de expressar, organizar, planejar e executar seu trabalho, o que se torna fonte de prazer e satisfação, repercutindo no bem estar físico e psíquico. No aspecto da estrutura organizacional das empresas, quanto à subordinação do setor de saúde e segurança ao departamento de recursos humanos, a maioria dos entrevistados selecionou como ruim e regular o conhecimento por parte dos administrdores.

Correspondência para: Miriam Cristina Triches Reisdorfer, e-mail: miriam@certto.com.br