GERENCIANDO INTER(REL)AÇÕES NO PROJETO BAIRROSSUL
Nébia Maria Almeida de Figueiredo
Eva Maria Costa
Abílio Tozini
Eduardo Gusmão
Teresa Tonini
Wilma Ferreira Araújo
Trata do registro de uma experiência de 06 (seis) anos da implantação do Projeto “Fábrica de Cuidados - criando um espaço para criar modelos e tecnologias em saúde”, da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto (EEAP)/Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), mais especificamente das atividades realizadas no Projeto “BairrosSUL”. As questões norteadoras respondidas neste relato são: quanto tempo é necessário para a criação de relações seguras/sustentáveis entre docentes e comunidade e que problemas/dificuldades são vividos no cotidiano de gerenciar um projeto comunitário. O objeto delimitado é o gerenciamento de rel(ações) durante a implantação de projeto comunitário. Tem-se como objetivos: Identificar as facilidades/dificuldades destacadas nas relações entre os gestores do Projeto; caracterizar as facilidades/dificuldades como contribuição para o fortalecimento das relações entre os gestores do Projeto e; discutir as implicações destas facilidades/dificuldades para o gerenciamento do Projeto. A metodologia é qualitativa, uma vez que trata de inter(rel)ações entre pessoas no cotidiano de viver marcado por experiências individuais e coletivas de cada um. A abordagem teórica envolve conhecimentos da área das ciências humanas e da gerência. Os resultados foram identificados nas dificuldades experiências vividas pelo grupo gestor registradas em reuniões diversas, resultando nas categorias de: conhecer e confiar no outro, b) expectativas práticas e teóricas, c) tempo e disponibilidade, d) controle do processo. A conclusão que chegamos é que o grupo levou de 5 a 10 anos de inter(rel)ações para FORTELECER um VÍNCULO de CONFIANÇA entre todos; que ainda estamos aprendendo a TRABALHAR JUNTO e de que é necessário FLEXIBILIZAR OBJETIVOS/METAS para todos possam ser agraciados. Isto tem exigido momentos de ceder e avançar nos desejos e nas necessidades de cada um tanto nas questões coletivas como individuais, mas tem propiciado APRENDER buscar coletivamente outros caminhos e “fugas” para resolução de problemas da comunidade envolvida.
Correspondência para: Eva Maria Costa, e-mail:
ttonini@terra.com.br
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