Goiânia, 07 de novembro de 2005.

REFLEXÕES SOBRE O ENFERMEIRO DOCENTE E O CUIDADO

Soriane Kieski Martins

Jania Jacson dos Santos Mathias

Maria Ribeiro Lacerda

Marineli Joaquim Meier

Samantha Reikdal Oliniski

O período de pós-modernidade em que vivemos apresenta características que apontam para crescentes desafios e necessidades de surgimento de novos paradigmas capazes de atender às exigências cada vez maiores do mundo globalizado. São de relevante magnitude as mudanças quanto à leitura desse mundo por parte dos enfermeiros docentes, que deverão estar à frente das exigências que surgem a partir das velozes transformações desse século. No ensino, o cuidado ocupa grandemente os interesses mais sólidos da enfermagem, especialmente nesse momento em que seus profissionais buscam construir um corpo de conhecimento próprio. O presente trabalho surgiu em decorrência de uma reflexão desenvolvida durante o Curso de Mestrado da Universidade Federal do Paraná, na Disciplina de Processo Pedagógico do Ensino Superior. Foi levado a efeito por meio de levantamento bibliográfico sobre o enfermeiro docente na graduação e busca uma nova concepção do que seja cuidado, a qual certamente indica que o futuro profissional enfermeiro se aproxime do sujeito de cuidado sob uma nova perspectiva. Conclui-se que nesses novos tempos, o ensino não pode voltar-se pura e simplesmente para o sistema educacional. Urge a real tomada de consciência do enfermeiro docente, que deverá não só ensinar o cuidado, mas adequar suas atitudes, renovar condutas, buscar novos caminhos; tendo em mente o cuidado que atenda as atuais exigências do mundo moderno, uma nova forma de atuar. Sendo assim, emerge uma abordagem diferente do cuidar, com a finalidade de despertar no discente o saber, a habilidade, a sensibilidade, o desenvolvimento de competências necessárias para mais esta realidade; desenvolvendo um estilo peculiar de cuidar neste profissional. A enfermagem precisa direcionar o ensino sob a égide da responsabilidade social de bem preparar seu profissional, tornando-o capaz de atuar de forma diferenciada neste século que se inicia, ou seja, impõe a responsabilidade de gerar conhecimentos e transformá-lo em capacidades ou competências múltiplas para o agir em Enfermagem, de forma a atender os paradigmas emergentes. Vislumbra-se, portanto, uma reforma de pensamento e de atitudes em busca de um avanço no ensino que possa se enquadrar nesta capacidade de visão da realidade e da vida.

Correspondência para: Samantha Reikdal Oliniski, e-mail: saoliniski@yahoo.com.br