Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CARÊNCIA NUTRICIONAL INFANTIL: A INTERFACE COM O CUIDADO DE ENFERMAGEM

Juliana Machado Fialek

Aline Aparecida Ferreira Fernandes

Francinelly Capinski

Lia D'Art

Paola Fernanda Ávila

Paula Tatiane Carvalho

Ivete Palmira Sanson Zagonel

 

INTRODUÇÃO: Trata-se de pesquisa que tem como objeto de estudo a carência nutricional infantil. Desnutrição é a conseqüência para o organismo do déficit de nutrientes, que se reflete pelo crescimento pondero-estatural inadequado, o qual pode ser definido como uma velocidade anormal de crescimento e ganho de peso para a idade, ocasionando a desaceleração na curva de crescimento e retardo no desenvolvimento neuropsicomotor. OBJETIVOS: Identificar através da revisão de literatura os problemas e seqüelas decorrentes da carência nutricional infantil; verificar o ganho ponderal; delinear o perfil sócio-econômico das famílias das crianças, a fim de relacionar com o grau de carência nutricional; explicitar o papel da enfermagem na prevenção e intervenção. A METODOLOGIA é exploratório-descritiva com abordagem quanti-qualitativa. Os sujeitos são 20 mães das crianças selecionadas aleatoriamente pela ficha de inscrição no Programa de Puericultura da Unidade de Saúde (US), entre 0 e 5 anos de idade e com características de desnutrição e baixo peso. O estudo foi realizado em uma US localizada na periferia de Araucária/PR com população predominantemente carente, de baixo nível sócio-econômico, metade das quais residem em favelas. A coleta das informações deu-se através de entrevista semi-estruturada com as mães das crianças e análise das fichas de registro do crescimento e desenvolvimento. Os dados antropométricos foram acompanhados de janeiro a maio de 2005. A coleta dos dados o projeto foi submetido à aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da instituição. A análise é quali-quantitativa. CONCLUSÕES: Das vinte crianças desnutridas, a maioria apresenta o problema desde o nascimento. Houve pequeno ganho ponderal para a idade e estatura, aspecto que pode estar relacionado ao baixo nível sócio-econômico das famílias. A idade predominante dos pais situa-se entre 19 e 23 anos com escolaridade de ensino fundamental completo. Dos vinte pais, seis estão desempregados, e entre as mães 12 são do lar. A maioria solteiro, vivendo em casa própria, de madeira com luz elétrica e saneamento básico. Recebem as informações sobre alimentação do médico, seguido do enfermeiro da Unidade de Saúde. Apontam que a participação no Programa auxilia na melhora da desnutrição, uma vez que a aquisição dos alimentos para a maioria depende de doações. Evidencia-se que o papel do enfermeiro situa-se nas orientações alimentares e estratégias de prevenção de agravos concomitantes.

Correspondência para: Juliana Machado Fialek, e-mail: jfialek@aol.com