AVALIAÇÃO DO SUPORTE SOCIAL ENTRE PACIENTES CARDÍACOS CIRÚRGICOS
Talita Poliana Roveroni Moraes
Rosana Aparecida Spadoti Dantas
Estudo descritivo realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto objetivando avaliar o suporte social de pacientes internados para tratamento cirúrgico de cardiopatias e verificar as relações existentes entre suporte social e as variáveis sócio-demográficas e clínicas dos participantes. O suporte social tem sido constantemente associado a uma diminuição do estresse favorecendo os mecanismos de enfrentamento dos doentes. Os dados foram coletados através de entrevistas individuais, no período de maio de 2004 a junho de 2005. Para avaliação do suporte social utilizamos a versão adaptada para doentes cardíacos da Escala de Suporte Social para pessoas portadoras de HIV/AIDS, proposta por Renwick (1999) e adaptada para o português por Seidl (2001). O instrumento abrange o suporte social em duas dimensões: a emocional e a instrumental. A dimensão emocional, composta por 12 itens, aborda a percepção e a satisfação quanto à disponibilidade de atenção e apoio emocional. A dimensão instrumental, composta por 10 itens, avalia a percepção e a satisfação quanto à disponibilidade de apoio na resolução de questões do cotidiano. A avaliação das dimensões é feita através de uma escala tipo Likert de 5 pontos que avalia a freqüência do suporte percebido (1=nunca a 5=sempre) e a satisfação com o mesmo (1=muito insatisfeito a 5=muito satisfeito). Em um intervalo possível de 1 a 5, em que quanto maior o valor obtido pela soma dos itens, maior o suporte social, constatamos uma média de 4,2 (intervalo de 1,92 a 5 e DP=0,74) para a dimensão emocional e média de 4,2 (intervalo de 2,3 a 5 e DP=0,6) para a dimensão instrumental. Ou seja, os pacientes referem satisfação e disponibilidade de recursos relacionados ao suporte social. A amostra populacional foi composta por 86 participantes, sendo 47 (54,7%) do sexo masculino, 58 (67,4%) casados ou vivendo com alguém significante e com uma média de idade de 53 anos a qual variou de 16 e 77 anos. A maioria, 56 deles, encontrava-se em período pré-operatório, sendo a doença arterial coronariana e as valvulopatias os diagnósticos mais freqüentes. Constatamos correlações estatisticamente significantes, porém fracas, entre as dimensões de suporte social e idade e número de fontes de apoio, não sendo comprovadas diferenças no suporte social percebido no que se refere ao sexo e à situação conjugal dos participantes.
Correspondência para: Talita Poliana Roveroni Moraes, e-mail:
talita_poli@yahoo.com.br
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