Goiânia, 07 de novembro de 2005.

AVALIAÇÃO DO SUPORTE SOCIAL ENTRE PACIENTES CARDÍACOS CIRÚRGICOS

Talita Poliana Roveroni Moraes

Rosana Aparecida Spadoti Dantas

Estudo descritivo realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto objetivando avaliar o suporte social de pacientes internados para tratamento cirúrgico de cardiopatias e verificar as relações existentes entre suporte social e as variáveis sócio-demográficas e clínicas dos participantes. O suporte social tem sido constantemente associado a uma diminuição do estresse favorecendo os mecanismos de enfrentamento dos doentes. Os dados foram coletados através de entrevistas individuais, no período de maio de 2004 a junho de 2005. Para avaliação do suporte social utilizamos a versão adaptada para doentes cardíacos da Escala de Suporte Social para pessoas portadoras de HIV/AIDS, proposta por Renwick (1999) e adaptada para o português por Seidl (2001). O instrumento abrange o suporte social em duas dimensões: a emocional e a instrumental. A dimensão emocional, composta por 12 itens, aborda a percepção e a satisfação quanto à disponibilidade de atenção e apoio emocional. A dimensão instrumental, composta por 10 itens, avalia a percepção e a satisfação quanto à disponibilidade de apoio na resolução de questões do cotidiano. A avaliação das dimensões é feita através de uma escala tipo Likert de 5 pontos que avalia a freqüência do suporte percebido (1=nunca a 5=sempre) e a satisfação com o mesmo (1=muito insatisfeito a 5=muito satisfeito). Em um intervalo possível de 1 a 5, em que quanto maior o valor obtido pela soma dos itens, maior o suporte social, constatamos uma média de 4,2 (intervalo de 1,92 a 5 e DP=0,74) para a dimensão emocional e média de 4,2 (intervalo de 2,3 a 5 e DP=0,6) para a dimensão instrumental. Ou seja, os pacientes referem satisfação e disponibilidade de recursos relacionados ao suporte social. A amostra populacional foi composta por 86 participantes, sendo 47 (54,7%) do sexo masculino, 58 (67,4%) casados ou vivendo com alguém significante e com uma média de idade de 53 anos a qual variou de 16 e 77 anos. A maioria, 56 deles, encontrava-se em período pré-operatório, sendo a doença arterial coronariana e as valvulopatias os diagnósticos mais freqüentes. Constatamos correlações estatisticamente significantes, porém fracas, entre as dimensões de suporte social e idade e número de fontes de apoio, não sendo comprovadas diferenças no suporte social percebido no que se refere ao sexo e à situação conjugal dos participantes.

Correspondência para: Talita Poliana Roveroni Moraes, e-mail:

talita_poli@yahoo.com.br