ESTUDO DE CASO DE PACIENTE PORTADORA DE DPOC E ICC
Tália Safira Lima Cavalcante
Carlos Vitor Alves de Souza
Nilza Bezerra Pinheiro
Aline Gomes Ferreira
Thaís Furtado Ferreira
Nádia Bezerra Pinheiro
Anselmo Alves de Souza
Rosilda Silva Dias
Trata-se de um estudo de caso da Srª F. A. S. internada no HUUPD com o diagnóstico de DPOC e ICC, conforme a Teoria das NHB de Wanda Horta, sendo de grande relevância científico-social na sistematização do cuidar. Objetivou-se realizar o Processo de Enfermagem, a partir da identificação dos problemas de enfermagem, além das NHB afetadas. O estudo é do tipo estudo de caso, realizado de 13 a 20 de dezembro de 2004, seguindo as seis etapas do processo proposto por Horta. Na realização de histórico, foram observados fatores de risco como a idade, hipertensão arterial, tabagismo por 44 anos e etilismo por 20 anos e história de asma e tuberculose. O Diagnóstico foi: tosse, dispnéia, tontura, cefaléia, dor epigástrica, ardência nos pés, pele seca, alteração nos movimentos respiratórios, déficit de ingesta hídrica e da audição, inatividade física, hipertensão arterial, alteração nos batimentos cardíacos, fezes amolecidas, lesões na pele, edema de pés e face, ansiedade, não imunização. O Plano assistencial foi: Fazer e Ajudar para controlar SSVV, realizar oxigenoterapia, massagear os pés, avaliar dor, administrar terapêutica, dar apoio emocional, promover conforto e repouso. Orientar quanto à ingesta hídrica, dieta equilibrada, escarro, elevação de MMII, exercícios físicos, importância da imunização e esclarecer dúvidas. Supervisionar as eliminações intestinais, ingestão de líquidos e alimentos, dor e SSVV. Encaminhar ao cardiologista, pneumologista, nutricionista, dentista. No Plano de Cuidados, foi realizado oxigenoterapia de 8/8 horas, aferição dos SSVV 8 em 8 horas, massagem nos pés, orientação para ingesta hídrica moderada, elevação dos MMII, supervisão da dor, esclarecimentos quanto ao escarro, encaminhamento ao nutricionista para uma dieta constipante, supervisão das eliminações intestinais, orientação quanto a dieta, esclarecer sobre a doença, explicar a necessidade das imunizações. Foi orientada a realizar massagem nos pés, ingerir líquidos e uma dieta hipossódica, a escarrar, realizar exercícios físicos moderados e acompanhamento médico regular. A paciente evoluiu, em relação às queixas de tontura, cefaléia, tosse, dispnéia e dor, SSVV, edema nos pés e face e dormência. O Prognóstico foi de dependência parcial em relação aos retornos ambulatoriais, às orientações quanto à alimentação, integridade cutânea e e atividade física. O estudo possibilitou a promoção de um prognóstico satisfatório, através da sistematização do Processo de Enfermagem de Horta.
Correspondência para: Tália Safira Lima Cavalcante, e-mail: taliasafira@ig.com.br
|