Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO E A MATURAÇÃO DO SISTEMA DIGESTÓRIO

Maria Luiza Vasco de Toledo

Elaine Regonaschi

INTRODUÇÃO: As práticas apropriadas de amamentação são de fundamental importância para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Por isso, a duração ótima do aleitamento materno exclusivo é uma preocupação mundial. Por ser o alimento do lactente, o leite foi reconhecido como um dos principais responsáveis para a nutrição adequada do recém-nascido, mais especificamente o leite materno por ter em sua composição nutrientes ideais que acompanham todo o processo de maturação do Sistema Digestório da criança nesse período. OBJETIVO: identificar na literatura evidências relacionadas ao aleitamento materno exclusivo até o 6° mês de vida com enfoque na maturidade do Sistema Digestório. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica pela consulta manual do acervo de uma biblioteca através da captura de livros encontrados na base de dados do site da mesma. Foi gerada uma lista de 34 livros do qual 9 foram selecionados e analisados, do período de 1984 a 2002. Além disso valeu-se de outras fontes encontradas na base de dados da SCIELO, LILACS e BIREME. RESULTADOS: Dos 8 livros analisados apenas um pertence a década de 80, seis da década de 90 e um após o ano 2000. Percebe-se ainda que três desses livros têm como autores algum órgão ligado à saúde. Seis deles sugerem, como duração ótima do aleitamento materno, o período de seis meses, um não faz menção sobre esse período e apenas um sugere ser entre o quarto e sexto mês. Somente um livro menciona algum dado sobre os determinantes da complementação alimentar. Metade deles justifica a necessidade da manutenção do aleitamento materno exclusivo por 6 meses através da superioridade do leite humano, seus benefícios e vantagens. Já a outra metade justifica pelas necessidades calóricas dos bebês, para seu melhor crescimento e desenvolvimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A discussão em torno da análise dos componentes do leite humano mostrou que as modificações deste durante o período de lactação estão relacionados com o desenvolvimento do sistema digestório e dessa forma acabam por satisfazer as necessidades nutricionais e imunológicas do lactente. Além disso, comprovou-se que a introdução de alimentos precoce ou tardiamente é prejudicial ao recém-nascido por elevar o risco de desnutrição e morbidades pela diminuição da absorção de nutrientes fundamentais presentes no leite humano.

Correspondência para: Maria Luiza Vasco de Toledo, e-mail: maluzinha04@ig.com.br