Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CONHECIMENTO DOS ESCOTEIROS SOBRE AS DST

Daniela Wakatsuki

Conceição Vieira da Silva

José Roberto da Silva Brêtas

Tatiana Perez Signori

Liliana Pião de Carvalho

O trabalho em apreço faz parte do projeto do pesquisa da orientadora sobre sexualidade e saúde reprodutiva junto ao CNPq. Para esta aresentação, fez-se um recorte do estudo sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), com o objetivo de identificar os conhecimentos dos escoteiros na faixa etária de 12 a 24 anos de idade sobre o assunto, assim como propor palestras de educação em saúde sexual a fim de propiciar a compreensão da sexualidade de forma consciente, responsável e com segurança. Para tanto, utilizamos abordagem quantitativa com variáveis independentes para caracterizar a população como: idade, escolaridade e sexo; e a variável dependente: as doenças sexualmente transmissíveis. O instrumento foi o questionário, e a coleta se deu aos sábados e domingos, quando os escoteiros têm suas atividades agendadas. Os principais resultados até este momento no qual temos uma população de 182 escoteiros foram: a maioria é do sexo masculino (57%), média de idade de 16 anos e com predomínio de estudantes do ensino médio. Quanto ao conhecimento da doze DSTs relacionadas no estudo, os meninos tiveram maior conhecimento sobre: gonorréia, sífilis e AIDS, respectivamente, e as meninas sobre AIDS, gonorréia, sífilis e herpes genital. Quanto às medidas preventivas, a maioria considera importante o uso de camisinha em todas as relações sexuais. O professor é quem mais informa os jovens sobre as DSTs. O estudo também revela a falta de conhecimento quanto à via de transmissão de algumas DSTs e de seu tratamento. Em relação à cura das DSTs, os meninos acham que todas têm cura, em especial a gonorréia; e as meninas consideram que a maioria têm cura, exceto a AIDS, e indicam a sífilis como a doença que mais tem cura, entretanto 17,9% da meninas e meninos referiram não saber sobre a cura ou não das mesmas. Caso adquirissem DSTs, a maioria procuraria ajuda médica, em menor frequência falariam com os pais e somente depois procurariam o médico. Os resultados parciais apontam caminhos para a atuação dos profissionais no ensino da educação sexual de jovens e adolescentes fora do contexto familiar e escolar, em especial à grupos específicos, à partir dos seus conhecimentos já explícitos nesses achados.

Correspondência para: Daniela Wakatsuki, e-mail: wakataruki@yahoo.com.br