Goiânia, 07 de novembro de 2005.

INFECÇÃO HOSPITALAR: EPIDEMIOLOGIA E PREVENÇÃO

Thiago Emanuel de Queiroz Batista

Camila Yuri Hosokawa

INTRODUÇÃO: Devido à importância dos dados epidemiológicos das Infecções Hospitalares (IH) para o planejamento, implementação das ações e avaliação de medidas de intervenção e da atuação da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), faz-se necessário o levantamento dos índices de IH dos últimos anos para a obtenção de dados relevantes que possibilitem identificar problemas específicos, tendo com isso, a oportunidade de solucionar ou amenizar esses problemas, com vistas à redução máxima da incidência e da gravidade das IH. OBJETIVOS: Identificar a incidência das IH ao longo dos três últimos anos (2002, 2003, 2004) e compará-las entre si e com as referências bibliográficas; e identificar os principais locais de infecção e planejar intervenções na tentativa de prevenir essas infecções. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo quantitativo, em um hospital público de grande porte e referência em oncologia na cidade de Belém-Pa, onde o levantamento dos dados, em cooperação com a CCIH deste hospital, foi através da revisão das fichas de notificação de IH e dos relatórios anuais da CCIH, sendo que a análise desses dados foi através do método estatístico utilizando matemática aplicada contíguo à pesquisas bibliográficas. RESULTADOS: A partir da análise dos dados, foi observado um aumento progressivo das IH nos anos de 2002, 2003, 2004, respectivamente, 15,8%, 16,7% e 16,8%, no entanto a CCIH informou que o aumento se deve, principalmente, a uma melhor e mais adequada vigilância epidemiológica das IH. A média de IH nestes 3 anos é de 16,4%, embora dentro da média aceita pela Organização Mundial da Saúde que varia de 9% a 20% o índice é considerado elevado. Com relação ao local de IH os maiores índices foram no Trato Respiratório (TR), Sítio Cirúrgico (SC) e Trato Urinário (TU) e segundo MARTINS (2001), os mesmos são considerados os principais locais de infecção. Com a avaliação desses dados foi possível elaborar recomendações à prevenção das IH do TU, SC e TR, e um manual de precauções padrão que serve tanto para a proteção do paciente quanto à do próprio profissional. CONCLUSÃO: Segundo a ANVISA, apenas 30% das IH são de caráter exógeno, ou seja, não tem ligação com os fatores intrínsecos do paciente, portanto é de extrema importância ter o conhecimento das causas e das medidas de prevenção das IH por parte, essencialmente, dos profissionais de Enfermagem que estão mais próximos do paciente, para que assim haja uma assistência humanizada e de qualidade.

Correspondência para: Thiago Emanuel de Queiroz Batista, e-mail: paladino_teqb@yahoo.com.br