Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CUIDADO AO RECÉM-NASCIDO A PARTIR DE INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE

Selma Fernanda Silva Arruda

Ursula Isidoria Ferreira Costa

Ruth Claudina Furtado Bacellar Couto

Andréa de Oliveira Pacheco

Inês Acássia Costa Raposo

Luciana Valessa Medeiros e Silva

Lilia Cristian Pinheiro Siqueira

Francisca Georgina Macêdo de Sousa

O MS prioriza ações no sentido de reduzir a morbimortalidade infantil e resgatar o vínculo de co-responsabilidade entre os serviços e a população, favorecendo não só a cura e a prevenção de doenças, mas, sobretudo o papel das famílias e da comunidade na melhoria das condições de saúde e de vida. Por meio de parceria entre a Plan e a Coord. de Enfermagem Pediátrica da UFMA, realizou-se intervenção em saúde visando à promoção e a prevenção de agravos a crianças na 1ª semana de vida. Estabeleceu-se como objetivo estimular e adequar o cuidado materno à criança na primeira semana de vida. Para desenvolver os conteúdos utilizaram-se como estratégias as oficinas, as dinâmicas participativas e as visitas domiciliares. As gestantes foram selecionadas pelos ACS's em bairros periféricos da Grande São Luís totalizando 63 gestantes. As ações de educação em saúde foram coordenadas e ministradas por uma equipe técnica constituída por uma profª do Dep. de Enfermagem, acadêmicas do curso de graduação e a Assistente Téc. da Plan. Foram realizadas 05 oficinas no período de Outubro/04 a Janeiro/05. Os temas bordados foram: higiene do bebê, cuidado com o umbigo, afeto, amamentação, teste do pezinho, vacinação, CD e prevenção de acidentes em oficinas cuja duração foi de 5 dias. Foram realizadas dinâmicas participativas, demonstração, vídeo entre outros recursos. Após o parto, foram realizadas visitas de acompanhamento às mães. Este momento revestia-se em excelente oportunidade para apoiar a mãe e a família no cuidado à criança. Apontamos como resultados: o atendimento formal das unidades de saúde não é capaz de trabalhar as inquietações das gestantes a respeito do cuidado com o RN; a aproximação com a comunidade, em uma intervenção informal e enriquecida de dinâmicas, garante maior vinculo entre profissional e a clientela; maior interação do grupo permitiu que todas verbalizassem dificuldades; a postura do profissional reveste-se de condições que permitem apoiar as mães ao contrário de determinar e ordenar o cuidado; as gestantes sentiram-se valorizadas e prestigiadas, pois eram recebidas como convidadas e não como clientes obrigadas a comparecerem a consultas como exigido no sistema de saúde formal, pois uma intervenção em saúde adequada deve ser apoiada em práticas participativas onde as orientações possam ser negociadas e não instituídas. Palavras-chaves: saúde da criança; cuidado de enfermagem; saúde comunitária.

Correspondência para: Lilia Cristian Pinheiro Siqueira, e-mail: liliacristian@yahoo.com.br