OS SENTIMENTOS DE ACADÊMICOS AO CUIDAR DE CLIENTES COM MRSA
Giselle Barcellos Oliveira
Andréa Carneiro Clemente
Fabiana Fernandes Belém
Paula Regina Virgínio Moraes de Catrib
O objeto do estudo trata dos sentimentos dos acadêmicos de enfermagem frente à assistência prestada a clientes com MRSA. Ao desenvolver o Estágio Supervisionado de Enfermagem VIII em um Hospital Universitário no Rio de Janeiro, havia no setor de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP), um surto de MRSA (Staphylococcus aureus resistente a meticilina). A partir de observações referentes à assistência prestada pelos acadêmicos de enfermagem aos clientes portadores desta infecção, surgiu em nós o interesse de realizar um estudo que abordasse tal assunto. Os objetivos são: identificar os sentimentos apresentados pelos acadêmicos de enfermagem frente à assistência prestada a clientes com MRSA; discutir como esses sentimentos influenciam na assistência prestada a estes clientes e verificar a que estes sentimentos estão relacionados. Este estudo justifica-se por servir de fonte para acadêmicos de enfermagem interessados em aprender a lidar com diversas situações e/ou sentimentos relacionados a clientes com MRSA. Isso é de grande valia para o ensino, já que esta infecção é comum em ambientes hospitalares. No que se refere à pesquisa, é importante por fazer referência a novas pesquisas e atentar para realização de outros estudos sobre o assunto. Como o estudo mostra sentimentos comuns entre acadêmicos de enfermagem, especificamente relacionados à assistência, acreditamos que ele traz uma grande contribuição para a mesma, pois através do conhecimento dos alunos sobre esses sentimentos, eles serão capazes de prestar uma melhor assistência. A metodologia adotada foi do tipo qualitativa. Para a produção dos dados, aplicamos um questionário semi-estruturado, para 14 acadêmicos de enfermagem. Os dados foram coletados através de visitas a um Hospital Universitário do Rio de Janeiro, no período de setembro a novembro do ano de 2004. Estes dados foram categorizados e submetidos à análise por aproximação a conceitos de especialistas da área. Os achados mostraram que a maioria dos acadêmicos sabe o que é o MRSA e que todos conhecem os tipos de precauções utilizadas. O principal sentimento referido foi o medo. Em relação à influência do sentimento na prestação de cuidado, a maioria relata que não há influência, e que o cuidado prestado ao cliente com MRSA, é igual ao cuidado prestado aos outros tipos de clientes. Verificamos ainda que estes sentimentos estão diretamente relacionados à possibilidade de adquirir uma infecção, ou de transmiti-la a outros clientes.
Correspondência para: Giselle Barcellos Oliveira, e-mail: gisellebarcellos@yahoo.com.br
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