Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CUIDADOS AO DOENTE DURANTE RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA

Seomara Espindola Weissheimer

Rozelaine Maria Bussanello

Denecir de Almeida Dutra

Os cuidados pós-anestésicos imediatos compreendem ações de monitoramento, observação e tratamento medicamentoso para minimizar os efeitos colaterais das drogas utilizadas durante a anestesia. Neste contexto, frente à instabilidade geral do paciente, quer seja hemodinâmica ou emocional, faz-se importante a valorização da atenção humanizada na assistência prestada, através de ações que vislumbrem a subjetividade do paciente. A recuperação inicial da anestesia ocorre ainda na sala cirúrgica, sendo o objetivo principal o restabelecimento dos reflexos e da estabilidade cardiovascular e hemodinâmica. O objetivo desta pesquisa foi o de analisar a relação do médico anestesista e da equipe de enfermagem com o paciente na sala de recuperação do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). A metodologia adotada foi de abordagem dedutiva, baseada em aspectos qualitativos, avaliando cada etapa do processo, considerando suas variáveis inerentes à dinâmica da sistemática da ação pós-operatória. Os resultados obtidos nos remetem aos atos dos profissionais cujo foco principal é o manejo clínico, onde se evidencia uma prática vinculada à estabilização orgânica, fragmentando o paciente em partes isoladas, com tendência à massificação da assistência. Demonstrou que o profissional de enfermagem é presença constante neste setor e vivencia com maior freqüência e presteza as situações que exigem ações imediatas, mas ainda evidencia-se a dificuldade da integralidade e individualidade do ser. Mostrou-se igualmente importante a permanência do anestesista no setor, buscando o estabelecimento de maior vínculo com o paciente, bem como maior aproximação, valorizando sua subjetividade, já que este, neste momento, encontra-se debilitado e na dependência de cuidados intensivos. Conclui–se que os pacientes no período pós-anestésico imediato necessitam de uma atenção especial e intensiva da equipe de anestesistas e enfermagem, entretanto estes profissionais devem estar mais voltados para a singularidade dos pacientes na sala de recuperação (SRA), evitando possíveis transtornos muitas vezes irreparáveis, e que estes profissionais tenham como objetivo comum o paciente integral, pois com a união das metas das equipes é que obteremos resultados mais satisfatórios, tanto para os usuários do Sistema, quanto aos profissionais que prestam a assistência. Devemos ter um olhar voltado não apenas para os sinais e sintomas que o paciente apresenta no procedimento pós-anestésico imediato.

Correspondência para: Seomara Espindola Weissheimer, e-mail: seomaraw@yahoo.com.br