Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CIPESC CURITIBA: O TRABALHO DA ENFERMAGEM NO DISTRITO BAIRRO NOVO

Denise Meira Altino

Maíra Rosa Apostolico

Franciele Oliveira Duarte

Marcia Regina Cubas

Emiko Yoshikawa Egry

O presente estudo teve por objetivo caracterizar a força de trabalho em enfermagem no Distrito Sanitário Bairro Novo e identificar as atividades exercidas pelos profissionais de enfermagem deste distrito na vigência da Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva - CIPESC, instaurada no Município de Curitiba, desde julho de 2004. Ressalte-se que este estudo é parte do projeto maior que busca conhecer as transformações dos processos de trabalho da enfermagem em saúde coletiva, decorrentes do SUS, integrando a linha de pesquisa bases teórico-metodológicas da enfermagem em saúde coletiva. A coleta de dados se deu junto a documentos e bancos estatísticos e entrevistas com as enfermeiras e auxiliares de enfermagem numa amostragem que contemplou as 9 unidades básicas do Distrito: 18 (17%) auxiliares e 10 (33%) enfermeiros. Foram utilizados instrumentos de coleta adequados às finalidades, destacando-se o check-list para verificação das atividades dos trabalhadores de enfermagem. Os dados foram coletados entre os meses de março a junho de 2005 pelas próprias pesquisadoras. Os resultados mostram que: o trabalho da enfermagem continua sendo exercido por população predominantemente feminina, de escolaridade mínima de primeiro grau completo, sendo que a faixa etária das enfermeiras é ligeiramente mais alta do que das auxiliares de enfermagem. A escolaridade e capacitação das auxiliares de enfermagem estão acima do requerido, pois na maior parte das vezes elas são técnicas de enfermagem que continuam alocadas na função de auxiliares. As auxiliares se ocupam mais das atividades assistenciais, em detrimento do planejamento, entre outras. As enfermeiras executam atividades assistenciais de importância fundamental, a totalidade exerce ações de consulta de enfermagem diariamente, lócus no qual se verifica a implantação do sistema CIPESC e prontuário eletrônico. Há extensiva atuação das enfermeiras nas atividades assistenciais, além das de planejamento e de educação. É interessante observar, que em que pese a qualificação continuada apontada por muitas, as atividades de investigação científica não mereceram destaque de nenhuma delas. Conclui-se que há maior intensificação das atividades assistenciais sistematizadas e embasadas no trabalho cotidiano das enfermeiras, tanto intra-muros quanto extra-muros, uma das possíveis contribuições da CIPESC visibilizando, organizando e possibilitando o monitoramento dos resultados de intervenção.

Correspondência para: Denise Meira Altino, e-mail: denisealtino@yahoo.com.br