Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A VIVÊNCIA DO PAI FRENTE A HOSPITALIZAÇÃO DE SEU FILHO NA UTI

Franciele Bueno da Castro

Este estudo se propõe a investigar se ocorre ou não a participação do pai no processo do cuidado da criança internada em uma UTI pediátrica e neonatal, com o intuito de averiguar as formas que o pai encontra para se inserir nesse processo e detectar quais os motivos que levam o pai a participar ou não dos cuidados do seu filho. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura de natureza qualitativa e caráter descritivo, coletados em livros, revistas, periódicos e bancos de dados da Unopar nos últimos dez anos. Os dados foram coletados, selecionados e analisados, onde observamos que são muitos os fatores que levam o pai à não participar do processo do cuidado do seu filho na UTI, o fator predominante é a própria mãe que ao chegar na UTI monopoliza as visitas e os poucos gestos ou cuidados é ela quem faz; o segundo fator é o cultural, pois a figura masculina não é educada para cuidar dos filhos, outro fator é o fator sócio- econômico onde o homem precisa trabalhar e cumprir a jornada de trabalho deixando assim de ir até o hospital. observamos que os fatores que levam o pai a participar ou não do processo do cuidado são muitos, mas que esta realidade está lentamente mudando, os próprios conceitos do homem como cuidador e de toda uma sociedade; faz-se necessário uma enfermagem que busque o pai e que trabalhe com a família e com a criança.

Correspondência para: Franciele Bueno da Castro, e-mail:

www.franciele_enfermeira@yahoo.com.br