Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DEMARCAÇÃO PRÉVIA DO ESTOMA INTESTINAL: REVISÃO DE LITERATURA

Franciane Ferreira Maziero

Adriana Pelegrini

A falta do controle voluntário da defecação, resultante das operações que acarretam o desvio do trânsito intestinal através das colostomias e ileostomias, determina alterações da auto-imagem e imagem corporal do estomizado, levando a um conjunto de problemas psicológicos e sociais que comprometem profundamente a qualidade de vida e suas relações interpessoais. Segundo Ortiz (1994), todo paciente portador de um estoma pode desenvolver uma problemática psicosocial, que poderá se agravar se a técnica cirúrgica estiver incorreta, ou seja, se o cirurgião confeccionar um estoma num local inadequado. A demarcação prévia deve constituir um procedimento habitual, em todas as cirurgias eletivas e de urgência em que se pretenda confeccionar um estoma. A maior dificuldade do paciente estomizado está relacionada ao autocuidado da pele periestoma e dispositivos conseqüentes à inadequação do local de exteriorização do estoma. A demarcação do local do estoma alicerçada na assistência de reabilitação é procedimento indispensável do programa sistemático de pré-operatório de quem será submetido à cirurgia que resulta em estomia. Consiste na decisão de escolher o melhor local da parede abdominal, para a construção do estoma, com praticabilidade necessária, para o autocuidado rotineiro do estomizado (Dias, 1997). Neste estudo foi realizado um levantamento bibliográfico retrospectivo-descritivo, dos últimos 9 anos (1993-2002) com o objetivo de obter informações específicas sobre a atuação do enfermeiro na demarcação prévia do estoma com o objetivo de identificar nos artigos e livros textos a evidência da importância da demarcação pré-operatória; as complicações com a ausência da demarcação prévia; e a técnica utilizada, bem como a fonte e o ano de publicação. Após, foi concluído que há um número escasso de publicações que abordam a importância desta temática. Foi observado que todos os autores citam em seus trabalhos a importância da demarcação prévia do estoma no que diz respeito à facilidade de manipulação dos dispositivos promovendo assim uma melhor oportunidade para o autocuidado e retorno social precoce, todos trabalhos citam a técnica utilizada para a realização deste, bem como as complicações decorrentes da não realização da demarcação no pré-operatório com alteração na imagem, dificuldade no retorno social no autocuidado e complicações imediatas e/ou tardias como hérnia, prolapso, retração e outros.

Correspondência para: Franciane Ferreira Maziero, e-mail: fran_enfriopreto@yahoo.com.br