ENFERMAGEM X INFORMATICA, A CONVIVENCIA POSSIVEL
Roberto Santos de Oliveira
Neusa Maria de Azevedo
Alessandro Andre Lavinas
METODOLOGIA: Estudo descritivo de abordagem qualitativa que investigou a visão do enfermeiro acerca do processo de informatização dos instrumentos utilizados para o “cuidar em enfermagem” na atualidade, considerada “era digital”. A base teórica para este estudo encontrou nos autores EVORA (2000), MATSUMINE (1998), SANTOS (2002), GUIMARÃES (2004) entre outros, OBJETIVO: Teve como objetivo identificar a necessidade da categoria para a reciclagem e atualização periódica, para a otimização e dinamização dos procedimentos fazendo valer os recursos que esta tecnologia pode oferecer. Entre eles os sistemas de processamento digital de sinais biológicos, o monitoramento de sinais em cirúrgias, na UTI, em exames especializados como Angiocoronariografia, o Holter, os sistemas de processamento digital de imagens, como a Radiografia Digital, a Tomografia Computorizada, a Ressonância Magnética, o Ultrassom, o Ultrassom Doppler, a Termografia. RESULTADOS: Os resultados encontrados; apontam para o momento em que os profissionais de enfermagem, desvelam dificuldades de acompanhar os recursos que estão sendo oferecidos pela evolução da ciência tecnológica. Que gostariam de ter mais informações e mesmo capacitação para a utilização de certos instrumentos (monitores multi-parâmetros, ventiladores microprocessados, swan gancz, etc.) que permitam melhorar o atendimento aos pacientes/clientes de alto risco. Acreditam que a convivência até hoje com os recursos tecnológicos não é “pacífica”, pelo medo que a enfermagem tem em se informatizar. Que por isso utiliza outros recursos para substituir a era digital como se fosse possível atrasar o progresso. Reconhecem que a informática atinge hoje a maioria das profissões, sendo necessário que todos os profissionais tenham pelo menos noção básica de informática, que cabe aos estudantes que estão saindo das universidades ter um conhecimento maior dos dispositivos tecnológicos para um cuidado mais intensivo e invasivo”. CONCLUSÃO: Concluí que, apesar de todo o aparato tecnológico disponível, o enfermeiro hoje ainda realiza o “cuidar” sem a percepção da importância e do equilíbrio que os recursos técnico-científico podem oferecer para melhorar a qualidade de seu trabalho. Mesmo assim sua ação é holística, visando a educação, administração e pesquisa no ensejo de um melhor desempenho da assistência de enfermagem ao paciente/cliente.
Correspondência para: Roberto Santos de Oliveira, e-mail: rsoliver_rj@yahoo.com.br
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