Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO DO PORTADOR DE DIABETES MELLITUS

Lucimeire Santos Carvalho1

Marcelo Eustáquio Pimenta2

Ana Carla Petersen3

Cátia Andrade Silva4

Célia Maria Regebe

Daniela Arruda Soares

A Diabetes Mellitus (DM) é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por alterar a homeostase da glicose provocando aumento da glicose sangüínea, sendo esta secundária a distúrbios na secreção e/ou ação da insulina no organismo. Por ser uma doença crônica a eficácia de sua terapêutica depende da adesão do paciente e da participação dos profissionais de saúde no processo de controle do DM, através da implementação de atividades voltadas para educação e orientação ao autocuidado do diabético. Em consonância com a visão da assistência à saúde na contemporaneidade, empenhada na promoção à saúde e prevenção de doenças através da educação continuada, o Ministério da saúde afirma que a educação é a parte essencial do tratamento e constitui um direito e dever do paciente sendo por isso um dever dos profissionais de saúde oferecer-lhe informações necessárias para "formar" atitudes positivas de saúde ou "modificar" comportamentos negativos em saúde. Neste contexto, o profissional de Enfermagem destaca-se como o principal ator social no Programa de controle da DM, cujo papel de elaborar e implementar estratégias para promoção do autocuidado nesses pacientes é permanente. Objetivou-se identificar através de revisão literária na base de dados Lilacs (1994-2004) o que os estudos trazem sobre os benefícios/contribuições da enfermagem na educação à saúde de pacientes diabéticos. A análise dos estudos evidenciou que a enfermagem tem papel fundamental na equipe multidisciplinar que atende o paciente diabético, que suas atividades visam à promoção da saúde, através de orientações quanto a prevenção das complicações da doença. As pesquisas mostram que através das consultas de enfermagem, o enfermeiro consegue êxito na adesão do paciente diabético ao esquema terapêutico, representado pela redução da pressão arterial, controle da glicemia e início de prática de exercícios, além de conseguir rastrear casos de dislipidemia, distúrbios oftalmológicos e o pé diabético em risco. A literatura mostra também a necessidade de reformulação das práticas educativas em saúde no Programa de Controle da DM e capacitação contínua dos profissionais de saúde envolvidos neste processo. Em face aos resultados encontrados, conclui-se que a educação na assistência à saúde do paciente portador de DM é um processo necessário e comprovadamente responsável por grandes mudanças no processo saúde-doença, diminuindo os números de internações desnecessárias pela doença e suas complicações.

Correspondência para: Daniela Arruda Soares, e-mail: dandani23@yahoo.com.br