ANALISE DA PRATICA DO ENFERMEIRO EM UNIDADE BASICA DE SAÚDE NATAL-RN
Maria Betania Macielç da Silva
Bertha Cruz Enders
Rejane Maria Paiva de Menezes
Introdução-As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos de saúde foram pensados como “porta de entrada” de um sistema publico de serviços de saúde, na década de 70, com a proposta de atenção primaria a saúde, sendo criados para atender as necessidades da população em termos de saúde, produzidos pelos problemas de urbanização e do empobrecimento dentre outros. Na unidade básica de saúde, referência desse estudo diariamente adultos e crianças são atendidas por profissionais de saúde de acordo com sua “queixa”, de forma individualizada, o que vem se caracterizar um modelo clinico de atendimento, que tem como objeto de trabalho o corpo anátomo-fisiológico, instrumentalizado pela clinica, centralizado e centrado no atendimento individual a demanda. Esse tipo de prática tem preocupado os profissionais de saúde que delas se utilizam pelo fato de não mais atender de forma eficiente ao usuário do SUS que por sua vez vê a adoção de praticas como o modelo de assistência vigilância a saúde novas possibilidades de atenção em saúde. Os enfermeiros que trabalham na demanda espontânea, tem organizado a sua forma de cuidar, na perspectiva de construção de uma prática de enfermagem com referencia no modelo de vigilância a saúde e vem enfrentando dificuldades, no sentido de que muitos usuários estão excluídos, do atendimento em saúde. Por outro lado o rápido avanço da ciência traz benefícios tecnológicos capazes de reduzir os problemas de saúde do indivíduo, mas não resolve as questões de saúde da comunidade. Uma das características da prática de enfermagem deveria ser de desenvolver de forma ininterrupta, o cuidado como intervenção sobre os problemas de saúde da população e não apenas de grupos ou de indivíduos de forma isoladamente. Objetivo-Analisar a prática da enfermagem numa unidade básica de saúde (UBS) da rede publica municipal de natal-RN, com enfoque no modelo assistencial da demanda espontânea que norteia a pratica deste serviço. Metodologia-revisão de literatura realizada em livros, revistas eletrônicas, textos de revistas e livro impresso. Considerações finais-A prática do enfermeiro no modelo da demanda espontânea não demonstra contemplar o usuário e a família e não atende de forma equânime e integral as necessidades da população. Neste sentido é necessária a reorganização dos serviços e ações de saúde que busquem a lógica do modelo da vigilância a saúde que contempla as necessidades de forma coletiva, com novas práticas de atenção de saúde e que atendam de forma eficiente, eficaz e efetiva as necessidades de saúde da população.
Correspondência para: Maria Betania Macielç da Silva, e-mail: macielbetania@digizap.com.br
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