Goiânia, 07 de novembro de 2005.

RELAÇÃO LÍDERES E LIDERADOS E O ASSÉDIO MORAL

Suzelaine Tanji

Sérica Eiko Mizuguchi

Sandra Regina Marques de Oliveira

Carmen Maria do Santos Lopes Monteiro Dantas da Silva

A liderança repressora é observada na relação entre líder/liderados, acometendo injurias verbal e/ou psicológica durante o processo de trabalho da enfermagem em algumas instituições de saúde. No entanto, este estilo de liderança pode conduzir o enfermeiro à prática do assédio moral, principalmente quando há favoritismo por uns e negação por outros uma vez que esse constrangimento se processa em palavras, gestos, ações ou omissões, sem que os envolvidos tenham conhecimento, consciência da sua conduta e/ou vivência no contexto profissional. Desta forma, o presente estudo objetivou a identificar possíveis manifestações físicas e psíquicas do assédio moral nos técnicos e auxiliares de enfermagem sob a liderança autoritária / repressora do enfermeiro no cotidiano de trabalho. O estudo foi descritivo e desenvolvido pelo método qualitativo. O fenômeno foi pesquisado em um Hospital Escola de rede privada do Estado do Rio de Janeiro, após a autorização no período de abril de 2004 a junho de 2005. Participaram da pesquisa técnicos e auxiliares de enfermagem em um quantitativo de 12 pessoas: 92% eram graduandos em enfermagem, foi realizada de acordo com a eticidade apresentada na Resolução 196/96, do Ministério da Saúde. Para a coleta dos dados foi utilizado a Técnica de Vivência de Lugares Geomíticos inspirado na Sociopoética. A pesquisa revelou, que os sujeitos apresentam sinais e sintomas de repressões e humilhações devido ao autoritarismo dos seus líderes. Identificaram-se sentimentos de: medo, depressão, desamparo e de revolta por se sentirem sempre humilhados, ignorados e decepcionados com a profissão por conta das condições impostas pelos líderes que são muitas vezes injustas, desumanas e imorais, não dando oportunidade de construir um bom relacionamento profissional e muito menos expor idéias, conhecimentos, novidades, descobertas, dúvidas e inseguranças. O desamparo pela sensação de estarem constantemente perdidos pelo fato do líder não desenvolver as suas competências e responsabilidades. Contudo, ainda demonstram expressão de esperança de saírem do poço. Por conseguinte, pode-se dizer que, todo ser humano tem sentimentos, valores e moral que podem adoecer por “atitudes não dignas de líderes”. Lembrar, refletir e olhar para o liderado como se estivesse olhando para si mesmo é possibilitar mudanças internas e externas para o bom relacionamento em equipe, pois o binômio líder/liderado tem grande influência na vida de muitas pessoas e profissionais.

Correspondência para: Suzelaine Tanji, e-mail:

jrdahmer@terra.com.br