A HEPATITE B NA REGIONAL SUL DE FLORIANÓPOLIS
Deonizio Gercy Bento
Ana Flavia Mariano
Selma Regina de Andrade
A Hepatite B é uma doença infecciosa, de alta prevalência no Brasil e no mundo, sendo considerada um grave um problema de saúde pública. Por se tratar de uma doença imunoprevenível, que pode tornar-se crônica, levando o portador a mudanças no estilo de vida, um passo importante para seu controle reside no conhecimento das características epidemiológicas de pessoas nessa condição. Este estudo tem o objetivo de apresentar características relacionadas aos portadores de Hepatite B na Regional Sul de Saúde de Florianópolis/SC, no ano de 2004. METODOLOGIA: pesquisa de natureza exploratória e descritiva. Os dados foram coletados dos registros em fichas de investigação epidemiológica dos pacientes notificados e diagnosticados com hepatite B no ano e região de estudo. Foram utilizadas técnicas estatísticas de tendência central para a análise dos dados. O projeto foi aprovado pelo CEP da UNIVALI. RESULTADOS: A população da Regional Sul totalizava 64. 593 habitantes em 2004, dos quais foram notificados 84 casos de qualquer tipo de hepatite viral. Destes, 29 casos foram notificados por hepatite B, sendo confirmados por exames laboratoriais somente 16 casos positivos: 8 mulheres e 8 homens. Os portadores de hepatite B possuem idade entre 16 a 40 anos, economicamente produtivos e ativos, com escolaridade média de 4 a 11 anos. Todos os portadores negaram ter tomado vacina contra a hepatite B em algum momento de suas vidas. Os marcadores sorológicos presentes foram principalmente o AgHbs e o antiHBC IgG. Dez dos investigados não realizaram o exame clínico de TGP e os cinco que o fizeram apresentaram valores entre 4730 a 13/UI. Dos portadores, apenas um apresentou história anterior de icterícia; 10 relataram ter realizado procedimentos anteriores como tratamento dentário, colocação de piercing, tatuagem entre outros; 8 apresentaram sintomas que variaram desde náuseas e vômitos até icterícia; Apenas 1 passou pelo processo de hospitalização; 12 foram diagnosticados pela confirmação laboratorial e 3 por confirmação clínica e laboratorial; 12 eram portadores assintomáticos e 3 apresentaram hepatite aguda. 9 apresentaram mecanismo de infecção ignorado; 5 casos foram resultantes da transmissão vertical mãe/filho e um por contato sexual; sete permanecem como portador crônico; cinco obtiveram a cura; um foi a óbito e dois ainda estão em acompanhamento. Conclusão: o estudo evidencia a necessidade de conhecer características epidemiológicas de portadores de hepatite B.
Correspondência para: Deonizio Gercy Bento, e-mail: bento65@yahoo.com.br
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