Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A ENFERMAGEM NO CUIDADO DA CRIANÇA-FAMÍLIA EM UMA UTI PEDIÁTRICA.

Maria Aurelia da Silveira Assoni

Sueli Moreira Pirolo

Danize Gasparotto Castilho

O estudo revela um relato de experiência sobre a importância da participação da equipe de enfermagem no cuidado à família da criança hospitalizada numa Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica em um Hospital particular da cidade de São Paulo. A equipe de enfermagem, com seu trabalho árduo e complexo, tem o papel de fornecer aos pais orientações sobre sua permanência junto à criança, apontando normas e informações quanto à rotina do serviço desde que ocorre a internação; enfatiza a valorização da presença do acompanhante como um aspecto favorável à promoção do bem-estar; deve planejar ações de implementação com enfoque à criança e seus pais, pois estes necessitam de atenção, apoio e amparo. Destaca-se a preocupação dos acompanhantes em ajudar nos cuidados básicos; a equipe deve estimulá-los a assistir a criança sem ser imposto como condição de sua permanência. Compete ainda, detectar possíveis dificuldades e intervir nos problemas observados. O sofrimento da criança gera angústia para os familiares e a presença deles pode minimizar a aflição física e emocional que se exterioriza. A face de angústia, cansaço e desesperança pode estar presente. Nesta hora, parecem buscar conforto na equipe, a qual nem sempre sabe lidar com este tipo de abordagem. Por isso, é de extrema importância que percebamos a necessidade de prestar uma assistência adequada que a auxilie na superação dos momentos desesperadores, contribuindo na transmissão de bem-estar ao filho. O estímulo dos pais é evidenciado através de cantos, toque, fala, brincar e conversar, favorecendo mais rapidamente à reabilitação. Para auxiliá–los, é necessário que a equipe estabeleça vínculo e que na medida de suas limitações possa esclarecer dúvidas. As informações são sempre importantes porque conhecendo a realidade, eles podem com mais facilidade proteger a criança. Os pais de crianças sindrômicas apresentam diversas dificuldades pois a cronicidade da doença pode acarretar inúmeras internações e um tratamento prolongado, gerando ansiedade para o binômio. Todos devem ter a consciência do cuidado paliativo no caso de doença em fase terminal. Ao profissional de enfermagem cabe a tarefa de reconhecer os limites próprios dos seres humanos, sua impotência diante dos fatos, da compreensão do ciclo da vida relacionado ao viver e ao morrer, respeitar os familiares diante do sofrimento e não se envergonhar frente a sua própria tristeza.

Correspondência para: Maria Aurelia da Silveira Assoni, e-mail: aurelia@famema.br