Goiânia, 07 de novembro de 2005.

LIDERANÇA PARA O FUTURO

Camila Carlech

Suzelaine Tanji

Sandra Regina Marques de Oliveira

Carmen Maria dos Santos Lopes Monteiro Dantas da Silva

O novo cenário do recém enfermeiro exigirá uma nova postura quanto ao estilo de liderança adotado, pois este é fundamental para que se consiga obter resultados positivos dos objetivos no processo assistencial. Buscar habilidades de líder objetivando a mudança de paradigmas se faz necessário para o enfermeiro conquistar uma postura mais compatível com as necessidades do mundo competitivo e globalizado atentando para as necessidades do grupo. O grande segredo desta postura está no aprendizado continuo e ininterrupto. Para tanto, a pesquisa objetivou a identificar e relacionar as habilidades necessárias para um bom desempenho de liderança no exercício profissional. O estudo versa a pesquisa qualitativa e descritiva, o fenômeno será pesquisado em duas organizações de ensino sendo de rede privada no Estado do Rio de Janeiro, no período de maio a junho de 2005. Os sujeitos da pesquisa foram 14 discentes do último ano do Curso de Graduação em Enfermagem após o cumprimento das diretrizes apresentadas na Resolução 196/96, do Ministério da Saúde, assegurando os direitos dos sujeitos como indivíduo e coletivo. Para coletar os dados realizou-se a técnica de projeção utilizando a categoria expressiva com objetivo de resgatar do inconsciente dos sujeitos às habilidades de líder em sua amplitude e profundidade, através de dinâmica de grupo. Os resultados foram divididos em duas categorias: o equilíbrio das situações comportamentais, e a utilização do poder como estratégia de liderança. As situações comportamentais tais como: a disciplina, humildade, confiança e sabedoria foram as mais evidentes. No entanto, na categoria da utilização do poder, que representou em sua totalidade a minoria, surgiram indicativos de vontade de estarem na liderança, como se a partir desta situação possibilitaria a posse, de seus colaboradores, fosse facultada. A categoria inclui contradições no que concerne à utilização do poder e concomitante a este a busca de união, respeito e a democracia. Para tanto, conclui-se que a liderança é uma habilidade que pode ser trabalhada, mas de forma a produzir uma força trabalhadora, no qual possamos encontrar o brilho nos olhos dos colaboradores, com orgulho do que produzem. Contudo, a liderança repressora, envolta do poder hegemônico transcende esta competência, originando uma classe trabalhadora limitada cumpridora de suas obrigações, mas não comprometida com a instituição, muito menos pelo que fazem.

Correspondência para: Suzelaine Tanji, e-mail:

jrdahmer@terra.com.br