Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DETECÇÃO DE HIPERTENSÃO NUMA DEMANDA ESPONTÂNEA DE ALCOOLISTAS

Valeria Helena Reiff Janini

Lucinéia Cristina Vianna

Glaúcia Arruda

Divane de Vargas

Estudos têm mostrado que o consumo excessivo de álcool está associado com uma maior prevalência de hipertensão, tanto em estudos transversais, quanto em estudos de coorte. Quantidades excessivas de álcool elevam a Pressão Arterial (PA), tanto aguda como cronicamente. A ingestão de uma onça (28,7g) de álcool por dia (2 doses de destilados) eleva a pressão sistólica de 2 à 6 mmhg. O estudo de hipertensão arterial (HA) relacionado com o alcoolismo continua sendo motivo de vários trabalhos na literatura médica, sendo que a HA é hoje um fator de risco para o maior comprometimento cardiovascular, tal fato, tem despertado nos últimos anos maior atenção dos órgãos de Saúde Pública para a problemática. Sendo assim realizou-se um levantamento com o objetivo de detectar bebedores problemas em um demanda espontânea, bem como verificar a associação entre uso/abuso do álcool e a hipertensão. A população constitui-se de 200 sujeitos que procuraram atendimento de enfermagem durante a II semana de Enfermagem das Faculdades Integradas Fafibe, o instrumento utilizado para coleta dos dados, foi o questionário CAGE, concomitantemente ao questionário CAGE foram introduzidas outras perguntas quanto aos hábitos de saúde, que abordavam tabagismo, pesquisas de antecedentes familiares de doenças, hipertensão, diabetes e hábitos alimentares. A análise dos dados apontou percentual de 22% de sujeitos com CAGE positivo. Deste total (25,58%) apresentou níveis pressóricos elevados, o maior índice de indivíduos com PA elevada e CAGE positivo eram do sexo masculino (80%) e 20% sexo feminino, no que se refere a faixa etária dos sujeitos com CAGE positivo e PA aumentada a mesma variou entre 33 e 79 anos nos homens e entre 40 e 65 anos nas mulheres. Os Resultados apontam significativa associação entre alcoolismo e hipertensão, discute-se a importância do conhecimento, atitudes e planejamento de intervenções educativas do enfermeiro junto aos pacientes hipertensos, e em especial quando existe a associação álcool x hipertensão, chamam atenção para a necessidade de reavaliar as questões relacionadas ao alcoolismo e hipertensão na prática cotidiana do enfermeiro.

Correspondência para: Divane de Vargas, e-mail: devargas@eerp.usp.br