IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA NA CONSULTA À MULHER
Renata Camilo Gellis
Nádia Zanon Narchi
Rita de Cássia S. V. Janicas
INTRODUÇÃO: A fim de prevenir o câncer de mama, todos os profissionais de saúde devem estar atentos às ações de rastreamento e de educação em saúde, nas quais estão incluídas as orientações para o auto-exame. Estes são alguns dos propósitos do Programa de Atenção à Saúde da Mulher da Universidade Anhembi Morumbi que funciona no ambulatório multiprofissional da instituição. O objeto deste estudo baseia-se na forma como o referido Programa atua no sentido de prevenir e detectar o câncer de mama durante as consultas de enfermagem. OBJETIVOS: Verificar o conhecimento e a prática do auto-exame das mamas e as alterações evidenciadas durante o exame clínico. MÉTODO: Pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva realizada em 382 fichas de mulheres atendidas em consultas de enfermagem no período de agosto de 2004 a maio de 2005. Os dados coletados relacionaram-se à caracterização, ao conhecimento e realização do auto-exame e às alterações evidenciadas durante o exame clínico, seguindo-se os trâmites éticos necessários. RESULTADOS: A maioria (42%) das mulheres tinha idade maior que 36 anos, era solteira (40%) e com ensino fundamental incompleto (28%). Quanto à menstruação, 49% informaram menarca entre 13 e 15 anos, havendo 16% de mulheres que estavam na pós-menopausa. Dessas, 39% relataram a última menstruação após os 51 anos e a maioria (80%) não realizava reposição hormonal. Apenas 7% das clientes citaram história familiar de câncer de mama. Quanto à paridade, 72% informaram ter um ou dois filhos, nascidos de parto normal (37%), havendo 23% de nuligestas. Em relação ao auto-exame, a maioria (51%) referiu conhecê-lo e realizá-lo corretamente, mas de forma irregular (37%). As restantes, não o conheciam. Quanto ao exame clínico, 80% das mulheres apresentavam-se sem alterações mamárias, havendo 8% de nódulos detectados e encaminhados para os serviços de referência. CONCLUSÕES: A maior parte das mulheres atendidas pelo Programa conhecia e praticava o auto-exame, só que de maneira irregular. Há que se ressaltar a baixa adesão à prática correta do auto-exame e à sua desvalorização por parte das clientes. Diante disso, conclui-se pela necessidade do Programa investir especialmente nas ações educativas que conscientizem as mulheres quanto à importância do auto-exame e da sua prática periódica e correta.
Correspondência para: Renata Camilo Gellis, e-mail: nzn@netpoint.com.br
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