Goiânia, 07 de novembro de 2005.

Enfermagem do trabalho no Rio de Janeiro - quem forma? Quantos somos?

Regina Celia Gollner Zeitoune

Bárbara Assumpção

Geisa Ferreira de Almeida

Maria de Fátima da Silva Souza

O estudo teve como objeto a formação dos profissionais especialistas na área de enfermagem do trabalho. Objetivou: identificar as Instituições no Rio de Janeiro formadoras de profissionais na área de Enfermagem do Trabalho; levantar o número de profissionais na área foco do estudo; descrever os fatores facilitadores e os impeditivos para a formação dos profissionais em Enfermagem do Trabalho; analisar as estratégias utilizadas pelas Instituições para oferecer o curso; discutir as implicações da formação do profissional de Enfermagem do Trabalho na reformulação da legislação pertinente. Estudo exploratório, tendo como sujeitos Instituições públicas e privadas de nível superior e médio que formam profissionais na área de enfermagem do trabalho, sendo utilizado questionário para a coleta de dados. Pode-se concluir que o curso para Enfermeiro do Trabalho teve início em 1974 e acontece até a presente data, com um total de 1167 alunos especializados, tendo 6 Instituições responsáveis pelos cursos; o de Auxiliares e Técnicos do Trabalho iniciou-se em 1989, tendo até a presente data 1041 alunos qualificados, com cursos oferecidos por 5 Instituições. De acordo com os fatores facilitadores mais citados pelas Instituições, teve-se: o interesse da Instituição em oferecer o curso; a disponibilidade de docentes para ministrar as aulas; e a formação e qualificação da equipe docente. Como fatores impeditivos, teve-se: a legislação que trata da inclusão do profissional de Enfermagem qualificado/especializado; o custo do curso; o controle de freqüência nas aulas; e o local de realização do curso. E como forma de tentar manter o oferecimento destes cursos, apresentou-se como estratégias mais utilizadas pelas Instituições: redução da carga horária, considerando a legislação vigente, com 25 %, e mudança nos dias da semana em que o curso é ou era oferecido, com 26,31%, nas Instituições privadas/particulares. Como conclusão do estudo pode-se dizer que o número de enfermeiros especializados está sofrendo um decréscimo ao longo dos anos, e que pode estar relacionado ao fato de a legislação vigente não permitir a absorção de um número de profissionais elevado, desestimulando aos profissionais a procura pela especialização. Em contrapartida, pode-se verificar que as Instituições de nível médio oferecem o curso

Correspondência para: Regina Celia Gollner Zeitoune, e-mail: renllog@ig.com.br