Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA – REALIDADE DE UM HOSPITAL ESCOLA

Marcia de Sousa Dias

Elisabeth Niglio Figueiredo

Suellen Naomi Yoshinaga

INTRODUÇÃO: O controle de doenças transmissíveis depende de dispor de informações referentes à ocorrência de casos para adoção de medidas para quebra da cadeia de transmissão e produção de dados estatísticos para programar ações de saúde pública. O propósito da Vigilância Epidemiológica (VE) é fornecer informação para ação dependendo para isso do comprometimento desses profissionais. O questionamento que fica é: se este trabalho é essencial para a proteção da comunidade, se a notificação está amparada por lei, como estaria ocorrendo este processo em um hospital de ensino, onde por princípio deveria primar pela formação dos futuros profissionais de saúde? OBJETIVO: O intuito deste trabalho foi analisar a realização da notificação das doenças compulsória nas diferentes enfermarias. METODOLOGIA: Estudo epidemiológico com desenho de corte transversal realizado num Hospital Escola do Município de São Paulo utilizando como fonte de dados o Sistema de Internação, comparando os diagnósticos de entrada e saída de todos os pacientes no mês de maio de 2004 e 2005. RESULTADOS: No ano de 2004, dos 2549 pacientes internados, foram levantados 4% (96) de casos de doenças de notificação compulsória (DNC). Destes, somente 18% (17) tinham sido notificados à Comissão de Epidemiologia Hospitalar; para 6% (6) o diagnóstico não se confirmou e 79% (73) não houve qualquer notificação. Em relação às enfermarias, Gastroclínica foi a que menos notificou. Sendo encontrado como principais motivos desta sub-notificação: o desconhecimento e o descaso, tanto pessoal quanto institucional da importância do sistema informação-ação e sua integração ao sistema de referência e contra referência e a co-responsabilidade com a comunidade a qual o paciente está inserido. Em março de 2005 realizamos um trabalho de conscientização e orientação quanto à importância da notificação de tais doenças junto aos profissionais de saúde envolvidos na atenção e cuidado desses pacientes. No momento estamos reavaliando os dados obtidos em maio de 2005 na busca da melhoria das notificações/investigações. CONCLUSÕES. É proposta deste trabalho colaborar para que os procedimentos pertinentes sejam cumpridos, visto que ocorreu um elevado índice de subnotificação no Hospital de Estudo em 2004.

Correspondência para: Marcia de Sousa Dias, e-mail: marcinha_sd@yahoo.com.br