Goiânia, 07 de novembro de 2005.

Estratégia de Saúde da Família: perfil dos enfermeiros

Regina Celia Gollner Zeitoune

Jesanne Barguil Brasileiro Rocha

Estudo descritivo com o objetivo de analisar o perfil profissional dos enfermeiros que atuam no Programa Saúde da Família, em Floriano(PI). O Programa foi implantado no município em 1999 como estratégia para viabilizar o SUS. Atualmente são 23 equipes do PSF que atuam na zona urbana e rural cobrindo 100% da população do município. Participaram do estudo todos os enfermeiros que trabalham nas Unidades de Referências da Saúde da Família (N=24); os mesmos responderam a um questionário auto-aplicativo no que tange à faixa-etária, sexo, situação conjugal, salário, outros vínculos empregatícios, formação técnico-científica e tempo de experiência com o PSF. Os dados contemplam os seguintes resultados: maior concentração de enfermeiros na faixa etária acima dos 30 anos (54,16%); predominância do sexo feminino (87,75%); solteiros (66,6%); contrato temporário com a prefeitura; duplicidade de vínculos empregatícios, atuando paralelamente na docência e/ou na assistência hospitalar; em relação aos cursos de pós-graduação ressalta-se que 66,66% dos enfermeiros já cursaram especialização em áreas diversificadas; 33,3% dos profissionais têm especialização em Saúde Pública; quanto ao tempo de atuação identificou-se que 87,43% dos enfermeiros atuam no PSF há mais de três anos, sendo que 50% já trabalharam em outros municípios, o que pode indicar uma rotatividade dos enfermeiros entre os municípios à procura de um que ofereça vantagens financeiras, melhores condições de trabalho e de qualidade de vida. O estudo identificou a necessidade de melhor aprimoramento técnico-científico para atuação no PSF e a descentralização dos cursos de pós-graduação em especial na área de Saúde da Família para que o profissional possa realizá-lo no município onde trabalha; bem como ser revista a forma de contratação do profissional, para que o mesmo se sinta estimulado a trabalhar. Por outro lado entende-se que conhecendo o perfil do profissional que atua no PSF poder-se-á discutir de que forma este pode contribuir para a pratica do enfermeiro neste contexto bem como a partir dele propiciar ajustes e dar condições para o profissional ter suas necessidades de formação, educação permanente e assim garantir uma assistência de melhor qualidade e que vai ao encontro das necessidades da clientela assistida.

Correspondência para: Regina Celia Gollner Zeitoune, e-mail: renllog@ig.com.br