Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A PRIMEIRA VISITA DOS PAIS AO FILHO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Roberta Costa

Gisele Perin Guimarães

Joeli Fernanda Basso

Melissa Orlandi Honório

Sonciarai Martins Baldin

Os objetivos do estudo foram identificar as percepções de um grupo de enfermeiras sobre a primeira visita dos pais ao recém-nascido pré-termo em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). A partir de nossa experiência, como enfermeira nesta unidade, observamos que na primeira visita a UTIN os pais geralmente encontram um ambiente estranho e assustador. Embora existam orientações sobre o livre acesso dos pais, incentivo ao contato precoce com o bebê e a preocupação de mantê-los informados, os pais muitas vezes encontram profissionais muito atarefados e um bebê real diferente do bebê imaginário. A visão deste ambiente novo e assustador, somados às vezes a sentimentos de culpa pelo nascimento prematuro, geram uma sensação de desamparo. O primeiro encontro dos pais com seu bebê é um momento único. Neste momento, a equipe deve escutar os temores e preocupações dos pais para depois lhes oferecer informações sobre as rotinas, sobre os aparelhos e cuidados que cercam seu filho. É importante que os profissionais estejam preparados para acolher estes pais, percebemos que uma atenção cuidadosa neste primeiro momento facilita a inserção dos pais neste ambiente e permite uma maior aproximação com o bebê. Ao receber um suporte adequado na primeira visita, os pais vão lentamente adaptando-se a situação, podendo cuidar de seu filho, desmistificando a percepção do bebê como alguém muito frágil. Aos poucos as experiências emocionais, vivenciadas neste momento, vão sendo entendidas e elaboradas.

Correspondência para: Roberta Costa, e-mail: roberta@nfr.ufsc.br