VISÃO DO CUIDADOR EM RELAÇÃO À HUMANIZAÇÃO NA UTI
Cláudia Zahr Jaruche
Danielle de Andrade Barsch
Elisabeth Corrêa Mourão da Costa
Waldine Viana da Silva
Esta pesquisa tem como foco principal o cuidador frente ao processo de humanização e sua segurança emocional na assistência ao paciente. O cuidado é uma atitude de ocupação, preocupação e de envolvimento afetivo com o outro. Para que esse cuidado seja realizado de maneira completa e com excelência, o profissional de enfermagem deve estar em equilíbrio consigo mesmo, estando preparado e centrado em relação ao cuidar, visando o bem estar tanto seu como do paciente. A preocupação em oferecer um cuidado humanizado ao paciente, levou-nos a pesquisar como esse cuidado é realizado de forma a superar as necessidades do paciente, e ao mesmo tempo a integridade emocional dos profissionais. A partir da detecção dos problemas observamos a importância de estudar o emocional dos profissionais que trabalham em contato direto com os pacientes críticos. Tem como objetivos avaliar a importância e a forma de aplicação da humanização no cuidado aos pacientes internados em unidade de terapia intensiva na visão do cuidador e investigar a existência de interferências do ambiente de trabalho no equilíbrio emocional da equipe de enfermagem. Foi escolhida para contexto do estudo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital privado da cidade de Santos-SP. A metodologia foi constituída de dois instrumentos de coleta de dados: observação e entrevista. Do dia 01 a 05 de agosto/2004, realizou-se observação do cotidiano da UTI, para fins de complementar e/ou confirmar os resultados das entrevistas. Ao término da observação, iniciamos as entrevistas individuais, com a equipe de enfermagem, composta pela enfermeira chefe da UTI, seis auxiliares e seis técnicos de enfermagem, nos dias 06 e 07 de agosto/2004. Mediante as falas das informantes o resultado nos revelou que a humanização nesta unidade é vista como parte integrante do cuidado ao paciente e entre a equipe colocando acima de tudo a recuperação. Nas entrevistas, os informantes apresentaram um consenso geral em considerar que quando se trabalha com prazer e satisfação por gostar do que faz ou por sentir prazer em ajudar o próximo, se pode também desempenhar com qualidade e afeto os procedimentos básicos ao paciente e também respeitar e valorizar os colegas, formando uma equipe coesa, sem ressentimentos e sem discriminações, favorecendo a saúde e emocional e mental de cada membro. E que com isso certamente aprendem a ser mais humanos e solidários à medida que desenvolvem sua empatia e sentem-se úteis com o próximo.
Correspondência para: Waldine Viana da Silva, e-mail: waldineviana@unisantos.br |