Goiânia, 07 de novembro de 2005.

COBERTURA VACINAL PARA TÉTANO EM MULHERES GRÁVIDAS

Claraalice Franco de Almeida

Lucia Maria Tonzar Ristori Ozaki

Maria Aparecida Mangues Benedito

INTRODUÇÃO: Tendo em vista que a vacina contra tétano é uma medida eficaz para o controle do tétano materno e neonatal e a cobertura vacinal um importante indicador da qualidade da atenção pré-natal decidiu-se verificar a cobertura vacinal das gestantes residentes em dois municípios do Estado de São Paulo e comparar as coberturas obtidas entre a cartões de vacinação (espelho) e o da gestante e o SISPRENATAL. METODOLOGIA: Estudo exploratório e descritivo com dados coletados dos cartões de vacinação (espelho) e da gestante de 33 parturientes do município de Espírito Santo do Pinhal e 122 parturientes de Mogi Mirim, respectivamente, no período de fevereiro e março de 2004 e de 14 mulheres de Espírito Santo do Pinhal e de 12 de Mogi Mirim inscritas no SISPRENATAL. RESULTADOS: Verificou-se que em Espírito Santo do Pinhal a cobertura vacinal através do cartão de vacinação e de gestante foram próximas (48,5% e 45,5% respectivamente) e em Mogi Mirim apresentou diferença de 38,5% (com cobertura de 39,3 e 0,8%, respectivamente). Observou-se em Espírito Santo do Pinhal 24,2% de parturientes faltosas e 27,3% sem informação através do cartão de vacinação e 6,1 e 48,5%, respectivamente, para o cartão da gestante. Em Mogi Mirim para 99,2% das parturientes não constava informação no cartão da gestante e 5,7% e 54,9% respectivamente, eram faltosas ou sem informação através do cartão de vacinação. Comparou-se, também, informações de vacinação contra tétano do SISPRENATAL, cartão da gestante e de vacinação (espelho), apresentando 14,3% de informações coincidentes em Espírito Santo do Pinhal e 8,3% em Mogi Mirim e a cobertura vacinal através do SISPRENATAL foi de 100% e 66,6%, respectivamente para esses municípios. CONCLUSÃO: Observou-se que os três instrumentos de informação utilizados para verificação da cobertura vacinal entre parturientes apresentaram informações discordantes, prejudicando o acompanhamento dessas mulheres e dos recém-nascidos bem como a avaliação do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento. Verificou-se, também gestantes em atraso com a atividade de imunização.

Correspondência para: Claraalice Franco de Almeida, e-mail: claraafac@hotmail.com