Goiânia, 07 de novembro de 2005.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

Jaqueline Scalabrin da Silva

Fabiana Zerbieri Martins

Sadja Cristina Tassinari Mostardeiro

As infecções do trato urinário representam uma freqüente forma de infecção bacteriana no homem. Costumam incluir qualquer tipo de colonização microbiana de estruturas do trato urinário, que se estendem desde o rim ao meato uretral. O objetivo principal desse relato é abordar a incidência, a etiologia e o tratamento da patologia. Este estudo foi desenvolvido ao observar pacientes internados na clínica médica do HUSM durante as aulas práticas de enfermagem e mediante a qual foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o assunto. Estas infecções prevalecem em três grupos: crianças até os seis anos, mulheres jovens com vida sexual ativa e adultos idosos com mais de 60 anos. As ITUs são causadas predominantemente por Escherichia coli (85%), no ambiente hospitalar ocorre o predomínio de Klebsiella sp. , Proteus sp. , Pseudomonas sp. , Enterobacter sp. , Enterococcus e Staphylococcus. Elas surgem quando se instala um desequilíbrio entre a virulência bacteriana e os mecanismos de defesa do hospedeiro. Os fatores de risco são: déficit no esvaziamento, obstrução e instrumentação do trato urinário; além de doenças neurológicas, fístulas, colostomias, constipação, DSTs e infecções ginecológicas. Pode manifestar-se clinicamente com quadros de cistite (disúria, polaciúria, urgência miccional e hematúria terminal); ou pielonefrite (dor lombar, febre, calafrios, astenia, náuseas e vômitos). Segundo KUNIN (1994), a infecção do trato urinário é uma das mais importantes causas de infecção hospitalar, quase sempre associada com instrumentação do trato urinário, agregada ao uso de sondas vesicais. Este fato exige um controle mais rígido de qualidade neste procedimento, a fim de reduzir os índices de iatrogenia e morbidade em pacientes hospitalizados. A assistência global de enfermagem deve ser preventiva, através de orientações sobre higiene, ingestão hídrica, hábitos miccionais e precauções específicas; e curativa auxiliando o paciente no alívio da dor e na assistência. O sistema urinário garante o equilíbrio e a homeostasia do organismo, qualquer alteração neste mecanismo faz com que ocorram desequilíbrios eletrolíticos, modificações na pressão arterial e desregulação de fluídos corporais. Devemos considerar sempre o cliente portador de ITU levando em conta os seus aspectos psicossociais e o seu estilo de vida como uma das bases essenciais para o tratamento de sua enfermidade e para a prestação de cuidados.

Correspondência para: Fabiana Zerbieri Martins, e-mail: fzm@mail.ufsm.br