Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ASPECTOS HISTÓRICOS E EPIDEMIOLÓGICOS RELATIVOS À INFECÇÃO HOSPITALAR

Izaura Luzia Silvério Freire

Glaucea Maciel de Farias

Cristiane da Silva Ramos

Rogéria de Oliveira Pinheiro

INTRODUÇÃO: o Ministério da Saúde define Infecção Hospitalar (IH) como “qualquer infecção adquirida após a internação do paciente que se manifeste durante sua permanência no hospital ou mesmo após a alta, uma vez que possa ser relacionada com a hospitalização”. A origem dos hospitais remonta à idade média, onde enfermos, principalmente pobres, eram internados sem separação quanto a nosologia. A condição sanitária desses locais era precária, com abastecimento de água de origem incerta, manejo inadequado de alimentos e até com camas partilhadas por mais de dois pacientes. A problemática agravou-se através do agrupamento das pessoas em hospitais, porém, muitas dessas condutas adotadas interferiam e desestruturavam os mecanismos naturais de defesa orgânica, favorecendo a aquisição de IH. Posteriormente passaram a ser locais de cura, favorecendo o conhecimento do corpo biológico e as conseqüentes intervenções invasivas de suporte de vida, essenciais para a assistência de pacientes críticos. OBJETIVO: discorrer sobre os aspectos históricos da IH, os fatores que favorecem essa ocorrência e os dados epidemiológicos. METODOLOGIA: pesquisa bibliográfica, sem corte de tempo, realizada no período de setembro a dezembro de 2004. Utilizamos a Bireme com consultas na base de dados da BDEnf e Lilacs, livros didáticos, além dos periódicos de enfermagem, anais dos congressos e dissertações. RESULTADOS: IH é um problema que tem origem nos primórdios da história dos hospitais e as estatísticas internacionais de incidência mostravam que na década de 80 taxas variáveis de 3,5 a 15,5%, com letalidade entre 13% a 17% nos Estados Unidos, e uma prevalência de 9,2% nessa mesma década no Reino Unido. Já nos países latino-americanos, essas taxas variavam de 5% a 70%. CONCLUSÕES: a maioria das IH preveníveis está relacionada ao uso de equipamentos e/ou procedimentos específicos, apresentando, em sua origem, algum evento possivelmente alterável. Logo, atribui-se à falhas nos cuidados dispensados ao paciente, sendo freqüentemente causadas por microorganismos adquiridos no hospital. Dentre os fatores que predispõem à aquisição de infecções, destacam-se à susceptibilidade, a idade, o uso de imunossupressores, doença de base, condições nutricionais, colonização nova ou preexistente com agentes mais agressivos, tempo prolongado de permanência, diagnóstico associado ao trauma e procedimentos com quebra de barreira, como o acesso venoso central, cateterização vesical e a ventilação mecânica.

Correspondência para: Cristiane da Silva Ramos, e-mail: cristiane_ramos@hotmail.com