Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CONHECENDO A PRÁTICA DO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO MÓVEL ÀS URGÊNCIAS

Glaucea Maciel de Farias

Renata Moreira Campos

Cristiane da Silva Ramos

Ana Elza Oliveira de Mendonça

INTRODUÇÃO: o trabalho desenvolvido pelo enfermeiro no atendimento pré-hospitalar (APH) é uma prática nova para os padrões de enfermagem tradicional. No Brasil, desde a década de 90, o enfermeiro é participante ativo do APH e assume junto à equipe responsabilidade pela assistência. Atua onde há restrição de espaço físico e em ambientes diversos, situações limite de tempo, da vítima e da cena e portanto são necessárias decisões imediatas, baseadas em conhecimento e rápida avaliação. Consideramos relevante, conhecer a prática do enfermeiro nessa área e os fenômenos nela inseridos, de forma a investigá-los, explicá-los e oferecer subsídios para a melhoria da mesma. Este trabalho teve como OBJETIVO: analisar contextualmente a prática do enfermeiro no Serviço de Atendimento Móvel às Urgências (SAMU) na cidade de Natal. METODOLOGIA: trata-se da análise do contexto da prática do enfermeiro, embasado nos estudos de Hinds, através de artigos publicados em revistas e periódicos, em buscas na literatura e internet. Foi utilizado o conceito de prática de enfermagem preconizado pela Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva. RESULTADOS: Contexto imediato-o enfermeiro participa da previsão de necessidades da vítima definindo prioridades, iniciando intervenções necessárias, fazendo a estabilização, reavaliando o estado geral e realizando o transporte da vítima. Contexto específico-o enfermeiro no SAMU integra a equipe da viatura UTI ou Suporte Avançado, prestando o atendimento ao paciente grave, além de supervisionar e avaliar as ações de enfermagem. Contexto geral-o enfermeiro em diferentes situações e ambientes está exposto a riscos que não existem no dia-a-dia de um pronto socorro. Além de capacitação profissional, deve ter um preparo psicológico para lidar com pessoas de diversas culturas e valores, que muitas vezes impõem barreiras na hora do atendimento, impedindo sua agilidade e eficiência. Metacontexto-em Natal as causas externas foram a terceira causa de morte da população no ano de 2003. O SAMU é uma tentativa do Ministério da Saúde juntamente com o governo do estado e prefeitura municipal, de diminuir esse índice de óbitos evitáveis e atender e direcionar essa demanda no SUS, de acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências. CONCLUSÕES: acreditamos que os enfermeiros devem estar atentos para se inserirem nessa prática buscando novas informações e conhecimentos e atuarem de forma humana na preservação da vida.

Correspondência para: Cristiane da Silva Ramos, e-mail: cristiane_ramos@hotmail.com