1.4 Síntese

A matriz do Processo de Definição de Prioridades de Pesquisa em Saúde contemplou as seguintes variáveis: necessidade de pesquisa, linhas prioritárias, metodologia, construção do edital e instituições participantes.
 

Síntese do Processo de Definição de Prioridades de Pesquisa em Saúde

Para sistematizar e representar a diversidade do processo de definição de prioridades e inovação em doenças negligenciadas foi elaborada síntese contemplando a discussão sobre os seis agravos, de acordo com as seguintes variáveis:

  • Necessidade de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde A proposta de discussão dos grupos incluiu um levantamento das necessidades de P&D&I para todos os agravos. Os resultados obtidos subsidiaram todas as etapas de discussão.
  • Linhas Prioritárias Definição das linhas de prioridades de pesquisa após percorrer todas as etapas previstas na metodologia.
  • Metodologia Como o processo de definição de prioridades em pesquisa em saúde encontra-se em fase de construção, é importante conhecer o potencial e as limitações das metodologias propostas.
  • Construção do edital Em alguns casos o grupo avançou nas recomendações sobre o porte dos projetos e as faixas de financiamento ou modalidade de apoio para o edital.
  • Instituições participantes Relaciona a composição de cada grupo de trabalho identificando as parcerias do Decit e do CDTS/Fiocruz.

A seguir, a síntese do processo de definição de prioridades e inovação em doenças negligenciadas:

 


Malária

Necessidade de P&D&I

Especialistas

  • Aumento de casos: 2003 300.000 e 2005 apx 500.000 casos, sendo 80% pelo Pasmodium vivax . Maior concentração de estudos de Plamodium Falciparo.
  • Estudos em infectados assintomáticos e desenvolvimento de kit para identificação dos casos.
  • A resistência à cloroquina (20 a 30% em pacientes nas regiões endêmicas), também aponta para a necessidade de desenvolvimento de novas drogas.
  • Desenvolvimento de vacina antimalárica, a exemplo de laboratórios internacionais (principalmente os americanos).
  • Estudos clínicos e pré-clínicos.
  • Mecanismos moleculares de resistência a drogas e virulência.
  • Epidemiologia de pacientes assintomáticos
  • Identificação de novos alvos de controle (drogas e vacinas) utilizando genômica, pós-genômica e bioinformática.
  • Novos alvos para diagnóstico.
  • Epidemiologia e controles alternativos em vetores.

Área Técnica do Ministério da Saúde

  • Destacou como prioritários estudos de Avaliação de métodos alternativos para captura de anofelinos; Competência vetorial de Anopheles marajoara e Fatores determinantes e associados à transmissão de malária na região Sudeste (Espírito Santo e Rio de Janeiro).

GT Malária

  • Atividades de pesquisa científica e tecnológica, desenvolvimento e inovação nos campos de diagnóstico/ tratamento (precoce) e controle de vetores, além do reforço das infra-estruturas necessárias para a realização de tais pesquisas, estruturação de redes de pesquisa, aproximação dos grupos das regiões endêmicas e não endêmicas.
  • Por se tratar de iniciativa do MS espera-se que nos critérios a serem considerados para a aprovação e financiamento de projetos considere-se, além do mérito científico e a competência instalada do grupo proponente, a demanda de saúde pública diagnosticada com a participação de peritos na área com experiência em pesquisa científica.

Metodologia

  • Adotou integralmente a metodologia proposta, percorreu todas as etapas e respondeu às questões apresentadas pelo roteiro.
  • O grupo discutiu por temas: clínica, vetores, epidemiologia e controle, ou por natureza das inovações desejadas: novos conhecimentos, novos métodos, novas intervenções, novas estratégias.
  • Decidiu por uma abordagem política do diagnóstico sobre a má utilização de instrumentos disponíveis para o controle da malária e novos instrumentos para enfrentar a malária residual.

Linhas Prioritárias

  • Estudos clínicos e pré-clínicos.
  • Identificação de novos alvos para vacinas, diagnóstico, imunoterapia, utilizando informações oriundas das tecnologias de genoma, pós-genoma, incluindo aspectos funcionais e de bioinformática.
  • Estudos sobre mecanismos moleculares de resistência de parasitas a drogas e de vetores a inseticidas e identificação de novos alvos e desenvolvimento de novos produtos, em particular a partir da biodiversidade e de conhecimento da genômica e pós-genômica, incluindo aspectos funcionais e bioinformática.
  • Estudos de fisiopatologia, incluindo estudos moleculares do parasita e terapêutica de formas graves de malária a P. falciparum e P. vivax.
  • Estudos epidemiológicos em áreas endêmicas e fora delas, em particular sobre prevalência e papel de portadores assintomáticos de parasita e de vetores (competência vetorial), e proposição de métodos alternativos de controle.
  • Propõe-se que o Programa contemple também:
  1. A necessidade de melhoria da infra-estrutura para realização de pesquisa clínica (Referenciamento de centros clínicos entre os hospitais credenciados para a realização de pesquisa clínica de fase 1 e 2) e pré-clínica (reforço e melhoria de condições físicas e de recursos humanos de Centros de Primatologia já existentes no Ministério de Saúde).
  2. A construção ou adequação de insectários/infectórios para a realização de pesquisas que envolvam o manejo de insetos vetores infectados, incentivando a colonização das principais espécies vetores e obtenção de colônias de referência.
  3. A criação de sistema de base de dados relacional e seu gerenciamento compartilhado para as seis doenças negligenciadas.

Construção do edital

  • Projetos de grande, médio e pequeno porte devem ser contemplados em função da qualidade e do impacto potencial da proposta, evitando, entretanto a excessiva pulverização de recursos .
  • Todos incentivando o estabelecimento de redes de colaboração.
  • Estudos multicêntricos quando conveniente e impactante.
  • Apoio a grupos emergente dever ter em caráter excepcional em função do perfil do Programa de busca de soluções para problemas de saúde pública (Decit no MS).
  • Os 30% dos recursos do Edital destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem manter o rigor de qualidade e indicando, quando for o caso, a pertinência de associação em rede.

Instituições

  • USP – Universidade de São Paulo
  • IOC/ FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz da FIOCRUZ
  • USP – Universidade de São Paulo
  • IPEPATRO – Instituto de Pesquisas de Patologias Tropicais
  • ICB/USP – Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo
  • HUCFF/UFRJ – Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • IEC/SVS/MS – Instituto Evandro Chagas da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
  • SVS/MS - Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
 


Doença de Chagas

Necessidade de P&D&I

Especialistas

Apesar da Doença de Chagas estar classificada pelo TDR como sendo Categoria III, a questão da quimioterapia a colocaria na Categoria I, devido à falta de medicamentos eficazes para o tratamento desta enfermidade, sendo então uma prioridade a realização de ensaios clínicos para o desenvolvimento de novos medicamentos.

  • Outras prioridades: Resistência do parasito às drogas utilizadas; estudo de fatores de risco, incluindo a desnutrição, que está associada à infecção; pesquisa básica em dinâmica de transmissão como forma de combate ao vetor.

Área Técnica do Ministério da Saúde

  • Estudo de validação da PCR como metodologia confirmatória para Doença de Chagas.
  • Estudo de avaliação dos efeitos teratogênicos e reprodutivos da doença de Chagas e tratamento com benzonidazol.
  • Avaliação da resposta terapêutica das diferentes cepas de T. cruzi nas diversas regiões geográficas.
  • Avaliação da resistência do T. cruzi a diferentes temperaturas.
  • Estudo da resposta terapêutica do T. cruzi de acordo com a forma de transmissão (oral, vetorial, transfusional, congênita).

GT Chagas

  • Estimativas atuais indicam de 2 a 3 milhões de infectados. Regiões Sul, Sudeste, Ce n tro-Oeste e Nordeste reduziram a transmissão vetorial intradomiciliar e transfusional . F ocos de T. infestans remanescentes na Bahia , Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
  • Na Amazônia passou a ser claramente evidenciada, seja a partir do diagnóstico de microepidemias de casos agudos , seja a partir da integração da vigilância de Chagas ao programa de vigilância em malári a (diagnóstico por gota espessa). R egistrados cerca de 480 casos de Chagas agudo sintomático na Amazônia Ocidental nos últimos 40 anos, numa área considerada INDENE.

Metodologia

  • A metodologia proposta foi adaptada e parcialmente utilizada pelo grupo .
  • Concentrou o trabalho na definição de cinco temas prioritários e dentro de cada um deles os subtemas e as recomendações pertinentes.
  • Decidiu destacar a Região da Amazônia e percorrer as prioridades de estudos específicos para a região
  • Utilizou o estudo sobre a Carga da doença e tendências pidemiológicas do agravo.

Linhas Prioritárias

Foram considerados cinco temas prioritários:

  1. Amazônia
  2. Estudo de vetores
  3. Busca de novas drogas e aperfeiçoamento da quimioterapia
  4. Busca de marcadores de evolução e prognóstico da Doença de Chagas crônica e de resistência do Trypanosoma cruzi a drogas .

Construção do edital

Para o tema Amazônia recomendou-se que o estudo seja desenvolvido por REDES, articulando grupos emergentes e consolidados da região.

  • Projetos de médio (apoio individual ou de redes) e grande porte (apoio a redes)
  • Recomendou que o Coordenador de projeto tenha experiência e produção científica no tema do projeto.
  • Equipes de pesquisa com , pelo menos, um doutor ou com a participação certificada de um consultor sênior.

Instituições participantes

  • UFGO – Universidade Federal de Goiás
  • USP – Universidade de São Paulo
  • USP – Universidade de São Paulo
  • UFMG – Universidade Federal de Minas gerais
  • UFRJ – Universidade Federal de
  • IOC/FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • IEC/SVS/MS – Instituto Evandro Chagas da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
  • FUNASA – Fundação Nacional de Saúde
  • IOC/FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • SCTI/RJ – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro
 


Dengue

Necessidade de P&D&I

Especialistas

  • Destacados como importantes para as políticas públicas no controle do dengue: o estudo das formas atípicas da manifestação da doença, desenvolvimento de método de diagnóstico rápido e a elaboração de vacina para o combate a endemia também vem sendo um objeto de grande investigação

Área Técnica do Ministério da Saúde

  • Metodologia de avaliação de densidade de infestação que trabalhe outras fases de desenvolvimento que não a larvária: pupa, adulto, ovo; a fim de se fazer correlações entre os métodos e determinar níveis de risco de transmissão.
  • Modelo operacional de campo estratificado, que considere diferentes graus de risco de transmissão (níveis de infestação, notificações, condições sócio-ambientais, depósitos preferenciais, entre outros) em grandes centros urbanos.
  • Aprimoramento do atual sistema de informações de dengue -Novas estratégias de monitoramento rápido para análises integradas de dados clínico-epidemiológicos, entomológicos e virológicos.
  • Modelos preditivos do risco de transmissão da infecção pelos vírus da dengue.
  • Desenvolvimento e aplicação de metodologia de avaliação das atividades dos Programas Municipais de Controle da Dengue nos aspectos relativos à gestão integrada de seus componentes (controle de vetores, vigilância epidemiológica, assistência, comunicação e mobilização).
  • Estudo para percepção de risco da população
  • Teste sorológico rápido para utilização em condições de campo, como ferramenta de apoio nas atividades de prevenção e controle da dengue.

GT Dengue

  • Desenvolvimento de estratégias operacionais de campo, estratificadas, complementares ou alternativas, que considerem diferentes graus de risco de transmissão em grandes centros urbanos. O GT sugere que o MS busque parceiros para realizar este projeto, junto com Instituições de Pesquisa e Secretarias Estaduais e/ou Municipais de Saúde.
  • Capacitação de unidades para produção em grande escala de inseticidas no país
  • Maior integração entre os diferentes programas de controle de vetores.
  • O MS deveria apoiar os grupos de pesquisa brasileiros que trabalham no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus dengue.
  • Apoio a projetos de infra-estrutura de insetários e infectórios.
  • Estímulo aos laboratórios que se disponham a colaborar com o monitoramento da resistência de populações de Aedes aegypti aos inseticidas usados no PNCD (MoReNAa).

Metodologia

  • O grupo adotou a metodologia proposta, percorreu as etapas e respondeu as questões apresentadas pelo roteiro.
  • Dedicou parte do tempo discutindo e incorporando as recomendações de especialistas e da área técnica do Ministério da Saúde sobre o levantamento das necessidades de P&D&I para a área. Em alguns casos contemplou na íntegra as referidas recomendações.

Linhas Prioritárias

Foram definidas três linhas prioritárias

  1. Vetores
  2. Epidemiologia, vigilância e controle
  3. Clínico-Laboratoriais

Obs: Cada linha prioritária abrigou subtemas

Construção do edital

  • Incluir técnicos do PNCD na comissão de avaliação dos projetos deste edital.
  • Apoio preferencialmente em rede, mas, dependendo da proposta, devem ser também contemplados projetos individuais. Os projetos de estudos clínicos devem ser contemplados apenas aqueles projetos em rede.
  • Apoio a estudos multicêntricos dependendo da natureza do projeto.
  • O apoio a grupos emergentes deve ser condicionado a projetos em rede, para ampliação de sua capacitação técnico-científica.
  • Os 30% dos recursos do Edital destinados às regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste deve considerar além do mérito científico da proposta, as prioridades aos projetos apresentados sob a forma de rede, principalmente no caso de grupos que não estão completamente qualificados.

Instituições participantes

  • MS – Ministério da Saúde
  • USP – Universidade de São Paulo
  • IOC/FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • MS – Ministério da Saúde
  • IOC/ FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • SMS – Goiânia/GO – Secretaria Municipal de Goiânia
  • UFBA – Universidade Federal da Bahia
  • IOC/ FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • IOC/ FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • UFV – Universidade Federal de Viçosa
 


Leishmaniose

Necessidade de P&D&I

Especialistas

  • Temas: Entomologia, Diagnóstico e Resistência dos parasitos aos medicamentos Entomologia : O conhecimento escasso sobre os flebótomos mais importantes na cadeia de transmissão, a distribuição não homogênea do vetor nas regiões geográficas e a relação parasita/hospedeiro implicam na necessidade de mais pesquisa básica. Diagnóstico: Há uma necessidade de identificação de casos falsos positivos, devendo ser considerada a utilização de nanotecnologia nessa área. Resistência dos parasitos aos medicamentos (antimoniais pentavalentes): deve ser uma preocupação da pesquisa básica, assim como a agressividade destas drogas, que causam vários efeitos colaterais. O estudo sobre o bloqueio de transmissão através do desenvolvimento de vacina também foi citado.
  • Questões destacadas:
  1. Transmissão vetorial: Problemas ou Falhas no conhecimento?
  2. Leishmanioses: Identificação de parasitas mais virulentos:
  3. Leishmanioses: Diagnóstico clínico e laboratorial: problemas e falhas.
  4. Leishmanioses: Interação com outras enfermidades.
  5. Leishmanioses: Identificação precoce de resistência a drogas.
  6. Leishmanioses: Desenvolvimento de novas drogas.
  7. Leishmanioses: Desenvolvimento de vacinas efetivas.

Área Técnica do Ministério da Saúde

  • Estudo clínico para avaliar a eficácia do Desoxicolato de Anfotericina B e Anfotericina B Lipossomal, comparado com o Antimoniato de Meglumina em pacientes com visceral.
  • Estudo para avaliar o custo efetividade do Antimoniato de Meglumina, Desoxicolato de Anfotericina B e Anfotericina B Lipossomal em pacientes tratados com leishmaniose visceral.
  • Estudo clínico para avaliar a eficácia do Desoxicolato de Anfotericina B, comparado com o Antimoniato de Meglumina em pacientes com leishmaniose tegumentar.

Metodologia

  • Inicialmente foram identificadas as necessidades de P&D&I para a área.
  • A metodologia proposta foi utilizada para identificar as questões relevantes do tema e destacar o tipo de falha em cada questão apresentada.
  • O grupo avançou na discussão e apresentou várias recomendações para o edital

Linhas Prioritárias

  • Leishmaniose: Aspectos gerais
  • Leishmaniose: Estudo do Parasito
  • Leishmaniose: Estudo da Doença
  • Leishmaniose: Diagnóstico
  • Leishmaniose: Tratamento
  • Leishmaniose: Vacinação
  • Leishmaniose: Vetores
  • Leishmaniose: Reservatórios
  • Leishmaniose: Controle

Temas transversais

  1. Instrumentos de bioinformática para exploração dos genomas dos agentes infecciosos e/ou vetores das doenças alvo;
  2. Sistemas de avaliação de alto desempenho para exploração de compostos ou bibliotecas combinatórias disponíveis;
  3. Estímulo à investigação de tecnologias transversais em vacinologia (adjuvantes, novas abordagens, v.g.).
  4. Aspectos de informação e educação para a sociedade.

Construção do edital

  • Destacou a importância de tratar o agravo de forma integrada considerando parasita, hospedeiro, vetor e de fatores externos (ambientais, drogas etc.). Deverão ser incentivadas propostas formadas de projetos integrados envolvendo diferentes aspectos dos temas prioritários em leishmanios.
  • As propostas devem ser articuladas e apresentar um objetivo bem definido, para o qual os diversos projetos contribuem.
  • Para promover a integração de grupos emergentes, com ênfase no N, NE e CO, as cartas de intenção, na primeira etapa, poderão ser apresentadas por grupos isolados (propostas de pequeno porte) ou por grupos associados em propostas de médio ou grande porte. Contudo, ao final do processo de seleção, as propostas meritórias isoladas deverão ser integradas em programas de médio ou grande porte.
  • Visando o incentivo aos estudos interdisciplinares e/ou multicêntricos, mas evitando a indução artificial de colaborações, sugerimos que projetos independentes sejam aceitos com o compromisso de integração. Para tanto, sugerimos a submissão dos projetos em duas etapas: Carta de intenção e Proposta final.

Instituições

  • Centro de Pesquisas Gonçalo Muniz da Fundação Oswaldo Cruz
  • USP – Universidade de São Paulo
  • IPEC/FIOCRUZ – Instituto de Pesquisa Clinica Evandro Chagas
  • UFPI – Universidade Federal do Piauí
  • IOC/FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • IOC/FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • IEC/SVS/MS – Instituto Evandro Chagas da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
  • UFBA – Universidade Federal das BahiaCNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
  • CONASEMS – Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde
 


Tuberculose

Necessidade de P&D&I

Especialistas

Necessidades imediatas o estudo de novas drogas que possibilitem a redução do tempo de tratamento e o aprofundamento da investigação sobre a associação entre TB e HIV/AIDS.

Área Técnica do Ministério da Saúde

  • Estudo amostral de Multidrogaterapia MDTA.
  • Inquérito Nacional Escolar de Prevalência de Hanseníase.
  • Estudo de Custo e Efetividade de Tratamento Precoce em Hanseníase Multibacilar Reacional.
  • Estudo da Magnitude da Hanseníase em Comunidades Quilombolas e Indígenas.
  • Pesquisa para validação de casos novos em Hanseníase.
  • Estudo de marcadores de Síndrome de Talidomida.

Metodologia

O grupo percorreu todas as etapas previstas na metodologia e adaptou a matriz estratégica para representar as necessidades de representação da área.Ao final, definiu e hierarquizou as linhas prioritárias de pesquisa.

  • Utilizaram matriz cruzando necessidade de novos conhecimentos, novos instrumento e avaliação das intervenções, estratégias e políticas com o resultado esperado em curto, médio e longo prazo.

Linhas Prioritárias

Linhas por Prioridade

  • Estudo dos indicadores de serviços de saúde (estrutura, processo e resultado), sociais, antropológicos e econômicos para a avaliação do controle da tuberculose.
  • Estudo de parâmetros da dinâmica da tuberculose e sua aplicação na vigilância epidemiológica.
  • Distribuição espacial e caracterização de áreas de risco para tuberculose.
  • Estudo de contatos de tuberculose pulmonar e mecanismos de transmissão e medidas de controle.
  • Eficácia e efetividade de novos medicamentos, novos esquemas, e novos regimes terapêuticos e profiláticos para tuberculose.
  • Validade, confiabilidade e custo efetividade de novos métodos diagnósticos para tuberculose.
  • Farmacocinética e farmacovigilância da tuberculose.
  • Impacto epidemiológico do HAART na morbidade e mortalidade por tuberculose em pessoas vivendo com HIV/AIDS.
  • Eficácia e efetividade de medidas de biosegurança para tuberculose nas unidades de saúde nos diferentes níveis.
  • Farmacogenética, imunopatogenia e marcadores de infecção, doença, cura e recidiva da tuberculose.
  • M.tuberculosis : genotipagem, virulência e fatores ecológicos associados.
  • Repercussões sociais e ocupacionais das seqüelas da tuberculose.
  • Pesquisa e desenvolvimento de novos métodos diagnósticos, novas vacinas e novos medicamentos para tuberculose.
  • Eficácia e efetividade de novas vacinas para tuberculose.

Construção do edital

Priorizar projetos

  • De pequeno e médio porte
  • interinstitucionais.
  • De grupos emergentes
  • E, para o investimento dos 30% dos recursos do Edital para regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, utilizar a lista de ordem de prioridades de pesquisa.

Instituições

  • UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • USP/Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto
  • USP/Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto
  • PUC/RS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
  • UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro SVS /MS – Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
  • SVS / MS – Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
  • UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e TisiologiaSVS /MS – Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
 


Hanseníase

Especialistas

  • Destacou a necessidades de estudos que possibilitem a cura da doença. Pesquisa clínica básica que possibilite o reconhecimento da hanseníase a partir da avaliação das lesões. Melhor aporte do SUS para corresponder às demandas referentes à assistência.
  • Recomendou-se a divulgação do conhecimento teórico e prático existente para a população, com o intuito de auxiliar na busca do reconhecimento e tratamento da doença.

Área Técnica do Ministério da Saúde

  • Estudo amostral de Multidrogaterapia MDTA.
  • Inquérito Nacional Escolar de Prevalência de Hanseníase.
  • Estudo de Custo e Efetividade de Tratamento Precoce em Hanseníase Multibacilar Reacional.
  • Estudo da Magnitude da Hanseníase em Comunidades Quilombolas e Indígenas.
  • Pesquisa para validação de casos novos em Hanseníase.
  • Estudo de marcadores de Síndrome de Talidomida.

GT Hanseníase

Desenvolvimento de:

  1. Novos testes diagnósticos para hanseníase.
  2. Novos testes marcadores e preditores de reação hansênica.
  3. Novos marcadores de recidiva e resistência medicamentosa.
  4. Novos marcadores de suscetibilidade genética.
  5. Novas estratégias de controle da hanseníase.

Estudos de:

  1. Cadeia de transmissão da hanseníase.
  2. Identificação de grupos de risco.
  3. Novas drogas para o tratamento da hanseníase e reações hansênicas.
  4. Magnitude dos efeitos adversos dos medicamentos utilizados na hanseníase.
  5. Co-morbidades e mortalidade em hanseníase.
  6. Testes baseados em biologia molecular para diagnóstico, resistência e transmissão.

Destacadas as atividades de P&D&I necessárias

Estudos de Determinação da taxa de recidiva e de resistência medicamentosa na hanseníase; Validação dos critérios de diagnóstico operacional.;Validação dos indicadores epidemiológicos e operacionais do controle da hanseníase; Sustentabilidade do processo de descentralização na hanseníase.

Demanda dos pacientes de hanseníase no pós-alta

Estratégias de prevenção e reabilitação nos diferentes níveis de complexidade;Estratégias de informação, educação e comunicação para hanseníase.

Implementação de:

  • Testes já disponíveis para o diagnóstico de hanseníase.
  • Estratégias para o controle da hanseníase na atenção básica em saúde.

Metodologia

Esforço para desenvolvimento de pesquisas operacionais

  • O grupo utilizou metodologia proposta, percorreu todas as etapas e respondeu as questões apresentadas.
  • Utilizou o estudo de Carga da Doença e as tendências epidemiológicas do agravo e concluiu que existe pouco conhecimento acerca do comportamento epidemiológico da hanseníase. Os dados existentes indicam uma situação desigual em cobertura e qualidade dos dados.

Linhas Prioritárias

  • Novos testes para diagnóstico, resistência, suscetibilidade e transmissão.
  • Marcadores preditivos de reação hansênica.
  • Marcadores de grupos de risco.
  • Novos esquemas e regimes para o tratamento da hanseníase e reações hansênicas.
  • Avaliação das estratégias para o controle da hanseníase na atenção básica em saúde.

Construção do edital

  • Recomendações encaminhadas ao Decit sobre estratégias de financiamento .
  • Projetos de médio e pequeno porte.
  • Apoio a projetos interinstitucionais, priorizando a interação pesquisa-controle, incluindo grupos emergentes.

Instituições

  • IOC/FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • UFC – Universidade Federal do ceará
  • UFBA – Universidade Federal da Bahia
  • UNB – Universidade Federal
  • UFU/Uberlândia
  • UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • ENSP/FIOCRUZ
  • USP/Ribeirão Preto
  • IOC/FIOCRUZ – Instituto Oswaldo Cruz
  • MS – Ministério da Saúde
  • MS – Ministério da Saúde