TUBERCULOSE

POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE; PRISÕES; VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

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SOUZA, P. C. de et al. Tuberculose na população privada de liberdade: epidemiologia e análise espacial entre 2014 e 2020. Cogitare Enfermagem, v. 30, p. e94380, 2025. Disponível em Scielo

Objetivo: Descrever a epidemiologia e distribuição espacial da tuberculose na população privada de liberdade no estado de Mato Grosso, no período de 2014 a 2020. Método: Estudo descritivo, com análise espacial da distribuição geográfica da tuberculose. Estimaram-se as incidências, avaliando suas distribuições nos municípios de Mato Grosso – Brasil através da análise de aglomerados espaciais Gi*. Resultados: 14,0% (n=1.003) dos 7.201 casos de tuberculose notificados entre 2014 e 2020 em pessoas com maioridade ocorreram na população privada de liberdade. A incidência de tuberculose nesta população passou de 3.261,1 para 722,3 casos/100 mil-habitantes entre 2014 e 2020. Pessoas de 18-39 anos, do sexo masculino, de raça/cor parda e com ensino fundamental incompleto foram associadas à maior ocorrência de tuberculose. Conclusão: Aglomerados de alto risco foram encontrados nas regiões central e sul do estado, próximos de municípios com maior número de presídios. O estudo contribui na formação de políticas públicas de saúde e estratégias de controle da Tuberculose.


TUBERCULOSE RESISTENTE A MÚLTIPLOS MEDICAMENTOS; MAPEAMENTO GEOGRÁFICO; SISTEMAS DE SAÚDE; SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE; ENFERMAGEM DE SAÚDE PÚBLICA

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BALLESTERO, J. G. de A. et al. Aglomerados espaciais de risco e cartografia da atenção à tuberculose drogarresistente. Revista de Saúde Pública, v. 59, p. e11, 2025. Disponível em ScieloOBJETIVO: Identificar aglomerados espaciais de risco e cartografar a rede de cuidado às pessoas com tuberculose drogarresistente no estado de São Paulo. MÉTODOS: Trata-se de estudo do tipo ecológico, realizado por meio da coleta de dados provenientes do Sistema de Informação de Tratamentos Especiais de Tuberculose (Site-TB) de pessoas tratadas para tuberculose drogarresistente de 2013 a 2020, no estado de São Paulo. Foi realizada a cartografia por meio das técnicas Kernel e de estatística de varredura. RESULTADOS: Foram notificados 1.084 casos no período analisado. São Paulo, Ribeirão Preto, Santos, Guarulhos e Campinas foram os municípios que apresentaram o maior número de registros. O padrão espacial de aglomeração dos casos e dos Centros de Referência para o tratamento foram similares, com vazios de cobertura no sudoeste e noroeste do estado. Seis aglomerados espaciais foram identificados: quatro de baixo risco e dois de alto risco, localizados em São Paulo, Diadema, Santos e Guarujá. CONCLUSÕES: A concentração de casos e Centro de Referência Terciária em áreas metropolitanas evidencia desigualdades no acesso ao tratamento da tuberculose drogarresistente. Estes achados indicam a necessidade de políticas de saúde para expandir o diagnóstico e tratamento, melhorando o controle da tuberculose drogarresistente no estado de São Paulo.



Publicado: Thursday, 01 de January de 1970

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