POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE
INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS; PROTOCOLOS CLÍNICOS; SAÚDE SEXUAL
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NUNES, S. F. et al. Protocolos e diretrizes no manejo de infecções sexualmente transmissíveis à população privada de liberdade: revisão integrativa. Escola Anna Nery, v. 29, p. e20250042, 2025. Disponível em Scielo
Objetivo: analisar as condutas no manejo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) recomendadas por protocolos e diretrizes clínicas à população privada de liberdade. Método: revisão integrativa, conduzida por seis etapas em 17 fontes de dados. A coleta de dados foi realizada no período de julho de 2023, e novamente em abril de 2025, utilizando-se os termos “Practice Guideline”, “Prisoner”, “Protocol, Clinical” e “Hostage”. Foram incluídos protocolos e diretrizes em qualquer idioma. Excluíram-se documentos indisponíveis na íntegra e sem respaldo científico. A amostra foi analisada pelo checklist Appraisal of Guidelines Research & Evaluation II para o manejo, analisada quanto às suas semelhanças e divergências. Resultados: identificaram-se 3.986 documentos, resultando em nove na amostra final. A análise metodológica propõe modificações no percurso de todas as diretrizes incluídas, sobretudo quanto à clareza de aspectos metodológicos e de independência editorial. O manejo para prevenção e rastreio com a população prisional envolve as particularidades do cenário. Identificaram-se semelhanças entre os métodos diagnósticos e terapêuticos, com diferenças relacionadas à variabilidade de opções. Conclusão e implicações para a prática: o estudo contribui para o manejo nas ISTs no ambiente prisional, e orienta a necessidade de protocolos e diretrizes clínicas que considerem a dinâmica social no cárcere para produção do conhecimento.
SOROPOSITIVIDADE PARA HIV; SÍFILIS; HEPATITE B; HEPATITE C
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NASCIMENTO, L. do et al. HIV, sífilis, hepatite B e C, entre mulheres privadas de liberdade: prevalência e fatores associados. Cogitare Enfermagem, v. 30, p. e93939, 2025. Disponível em Scielo
Objetivo: Verificar a prevalência de infecções por HIV, hepatites B e C e sífilis e analisar os fatores associados em mulheres privadas de liberdade de um município de Minas Gerais – Brasil. Método: Censo realizado entre setembro/2021 e janeiro/2022 com a população feminina reclusa, por entrevistas, testes rápidos, coleta de exames confirmatórios e encaminhamentos. Foi realizada análise bivariada e multivariada de regressão logística. Resultados: De 206 mulheres, 171 (83%) foram rastreadas. Destas, 57 (33,3%) foram reagentes para algumas das infecções e, posteriormente, 20,5% (n=35) confirmaram a soroprelavência. A sífilis foi a infecção mais presente. Na análise multivariada foram significativas as variáveis: baixa escolaridade, violência dentro ou fora do sistema prisional. Conclusão: Desfecho positivo para alguma das infecções associou-se a menores níveis de escolaridade, exposição a violência e histórico de doenças infectocontagiosas. Estes achados apontam caminhos para o efetivo acompanhamento através do rastreio, diagnóstico e tratamento adequados.
Publicado: Thursday, 01 de January de 1970