“Motivados a Acabar com a Malária: Agora podemos. Agora devemos” : 25/4 – Dia Mundial da Malária 2026

O Dia Mundial da Malária, celebrado em 25 de abril, anualmente, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007, com o objetivo de reconhecer o esforço global para o controle efetivo da doença.

A ciência está avançando mais rápido do que nunca. Pela primeira vez, acabar com a malária nessa geração é uma possibilidade real. Novas vacinas, tratamentos, ferramentas de controle e tecnologias pioneiras — incluindo a modificação genética de mosquitos e preparações injetáveis ​​de longa duração — estão em desenvolvimento. Vinte e cinco países já estão implementando vacinas contra a malária para proteger 10 milhões de crianças por ano. Mosquiteiros de última geração já representam 84% de todos os novos mosquiteiros distribuídos. Programas liderados nacionalmente estão impulsionando a mudança. A possibilidade nunca foi tão grande.

No Dia Mundial da Malária de 2026, a Organização Mundial da Saúde se une a parceiros para lançar a campanha: “Motivados a Acabar com a Malária: Agora podemos. Agora devemos.” – Um apelo para que o momento seja aproveitado — para proteger vidas agora e possibilitar um futuro livre da malária.

A malária é um grave problema de saúde pública no mundo e considerada uma das doenças de maior impacto na morbidade e na mortalidade da população dos países situados nas regiões tropicais e subtropicais do planeta. Faz parte, juntamente com mais de 30 doenças e condições, da Diseases Elimination Initiative, um plano com abordagem integrada e sustentável das doenças transmissíveis nas Américas cujo objetivo é erradicá-las até 2030.

De acordo com a OMS, 263 milhões de casos de malária foram registrados em 2023 em 83 países endêmicos. Em 2022 foram 252 milhões de casos e os óbitos reduziram de 600.000 em 2022 para 597.000 em 2023.


No Brasil, a região amazônica é considerada área endêmica para malária, registrando mais de 99% dos casos autóctones. A região compreende os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Nas demais áreas mais de 90% dos casos registrados são importados dos estados pertencentes à área endêmica e outros países amazônicos ou do continente africano. Apesar disso, existe transmissão residual de malária em estados da região extra-amazônica, principalmente em áreas de Mata Atlântica.

A letalidade na região amazônica é baixa, chegando a 0,04% no ano de 2023. Já na região extra-amazônica, chega a ser 51,1 vezes maior, podendo chegar a 1,87% (dados preliminares). O óbito nessa região ocorre, na maior parte, em pessoas que vêm infectadas de outros países ou de estados da região amazônica e não recebem diagnóstico e tratamento oportunos e adequados, devido à dificuldade na suspeição de uma doença que não é frequente nesta área do país e pela desinformação dos viajantes a respeito dos seus riscos.

Em 2023, após sucessivos aumentos, foram registrados 63 óbitos por malária, 10% a menos que no ano anterior.


Malária é uma doença infecciosa causada por um parasito do gênero Plasmodium, transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego). Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno. Portanto, não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa.

A doença, que também é conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre, pode acometer qualquer pessoa.

Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade esterilizante, que confere total proteção clínica, até hoje não foi observada. Indivíduos não tratados adequadamente podem ser fonte de infecção por meses ou anos, de acordo com a espécie parasitária.


Os sintomas mais comuns da enfermidade são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça. Algumas pessoas, antes de apresentarem estas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

Nos casos de malária grave, pode haver um ou mais destes sinais e sintomas: prostração, convulsões, alteração da consciência, hipotensão arterial ou choque, dispneia ou hiperventilação, hemorragias, entre outros.

Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez estão sujeitas a maior gravidade da doença, principalmente por infecções pelo P. falciparum, que, se não tratadas adequadamente e em tempo hábil, podem ser letais.


Tratamento:

A malária é uma doença que tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Entretanto, pode evoluir para suas formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada.

Após a confirmação, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com medicamentos fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

Ressalta-se que o tratamento a ser indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade e o peso do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.


Prevenção:

A prevenção da malária envolve medidas individuais e coletivas.

Individualmente, deve-se usar mosquiteiros; roupas que protejam pernas e braços; telas em portas e janelas; uso de repelentes.

Já as medidas de prevenção coletiva, incluem;

– Borrifação residual intradomiciliar (BRI);
– Uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração;
– Pequenas obras de saneamento para drenagem e aterro de criadouros do vetor;
– Limpeza das margens dos criadouros;
– Melhorias das condições de moradia e de trabalho.


Fontes:

Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Organização Pan-americana da Saúde (OPAS)



Publicado: Thursday, 01 de January de 1970

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