“Acesso a inaladores anti-inflamatórios para todas as pessoas com asma – uma necessidade ainda urgente” : 5/5 – Dia Mundial da Asma 2026

O Dia Mundial da Asma, celebrado na primeira terça-feira de maio, anualmente, é promovido pela Global Initiative for Asthma (GINA), desde 1998.
O tema deste ano: “Acesso a inaladores anti-inflamatórios para todas as pessoas com asma – uma necessidade ainda urgente” reforça a importância de que pacientes com asma, incluindo a maioria das crianças em idade pré-escolar, recebam os medicamentos inalatórios que reduzem o risco de crises e, consequentemente, as mortes pela doença que poderiam ser evitadas.
Para a Global Initiative for Asthma, é fundamental que médicos e outros profissionais de saúde garantam que todas as pessoas com asma, incluindo a maioria das crianças em idade pré-escolar, recebam prescrição de medicamentos inalatórios essenciais, baseados em evidências científicas. Esses medicamentos devem ser prescritos em adição ou em combinação com os de alívio, para prevenir a morbidade e a mortalidade evitáveis decorrentes da asma.
Países de baixa e média renda contribuem com 96% das mortes por asma em todo o mundo, devido, principalmente, à falta de disponibilidade ou o alto custo dos medicamentos inalatórios, especialmente dos que contém corticosteroides.
Mesmo em países de alta renda, os custos elevados podem significar que muitos pacientes têm acesso limitado a esses fármacos essenciais, resultando em asma mal controlada e mortes evitáveis.
A campanha deste ano quer chamar a atenção dos responsáveis políticos, governantes, financiadores, fabricantes e fornecedores da indústria farmacêutica para garantir que os medicamentos inalatórios sejam acessíveis e estejam disponíveis para todos os asmáticos.
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns, sendo considerada um problema global de saúde que acomete cerca de 260 milhões de indivíduos, entre adultos e crianças, responsável por mais de 450.000 mortes por ano em todo o mundo, a maioria delas evitáveis.
Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 20 milhões de asmáticos. Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem no país, em média, 350.000 internações anuais pela condição, configurando-se como a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – 2,3% do total, conforme o grupo etário considerado.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, com a melhor compreensão da doença por parte dos portadores e a distribuição de medicamentos para os pacientes asmáticos graves, observa-se uma queda no número de internações e mortes por asma no Brasil – em uma década, o número de internações caiu 49%. Apesar disso, a disponibilização de tratamento adequado ainda é restrita em muitos estados, sendo que um percentual elevado da população ainda não é tratado por completo.
As principais características da asma são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e às mudanças climáticas.
Vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a condição. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações do tempo e infecções virais (especialmente o vírus sincicial respiratório e o rinovírus, principais agentes causadores de pneumonia e resfriado, respectivamente).
Dentre os fatores genéticos – característicos da própria pessoa -, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e obesidade, tendo em vista que pessoas com sobrepeso têm mais facilidade de desencadear processos inflamatórios, como a asma.
Tratamento:
A asma não tem cura, mas é controlável com o tratamento adequado. O objetivo é melhorar a qualidade de vida da pessoa por meio do controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado em conjunto com medidas educativas e de controle dos fatores que podem provocar a crise asmática.
A definição da terapia é feita a partir dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação funcional conforme cada caso. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para a manutenção do controle da crise. Para a asma persistente, a base do tratamento é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinhas) os principais. Podem ser associados, também, medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.
Mas, em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores desencadeantes/agravantes da asma. A cada consulta, o paciente deve receber orientações para o autocuidado: identificação precoce dos sintomas, como proceder em caso de crise, controle e monitoramento da asma -, e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.
A asma pode desencadear uma série de processos capazes de gerar complicações, algumas graves, dentre elas:
– Capacidade reduzida de se exercitar ou de fazer outras atividades;
– Insônia;
– Alterações permanentes no funcionamento dos pulmões;
– Tosse persistente;
– Dificuldade para respirar, a ponto de precisar de ajuda (ventilação);
– Hospitalização por ataques severos de asma;
– Efeitos colaterais de medicações usadas para controlar a doença;
– Morte.
Prevenção:
É possível controlar as crises e até prevenir que elas ocorram com algumas medidas simples:
– Manter o ambiente limpo, evitando o acúmulo de sujeira ou poeira;
– Tomar sol. A vitamina D está relacionada a uma série de doenças do sistema imunológico, como a asma;
– Evitar cheiros fortes no ambiente;
– Tomar a vacina da gripe;
– Não fumar;
– Agasalhar-se adequadamente, principalmente na época de frio;
– Praticar atividades físicas regularmente;
– Ter alimentação saudável;
– Ingerir bastante água;
– Manter o peso ideal.
Fontes:
Global Initiative for Asthma (GINA)
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT)
Publicado: Thursday, 01 de January de 1970