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“Dar Visibilidade ao Lúpus” : 10/5 – Dia Mundial do Lúpus 2026

O Dia Mundial do Lúpus é patrocinado pela World Lupus Federation, uma coalizão de organizações de pacientes com lúpus de todo o mundo, unidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença. Por meio dos esforços coordenados de suas afiliadas globais, a Federação mundial trabalha para aumentar a conscientização e a compreensão sobre o problema, fornecer educação e serviços aos acometidos e defender seus direitos.

A data comemorativa chama a atenção para o impacto do lúpus sobre as pessoas, concentrando-se na necessidade de melhores serviços de saúde para os pacientes, mais pesquisas sobre as causas e a cura, diagnóstico e tratamento precoces e melhores dados epidemiológicos em nível global. Como objetivo comum, a campanha quer atrair mais atenção e recursos para acabar com o sofrimento causado por essa doença autoimune incapacitante e potencialmente fatal.

O tema escolhido para 2026 é “Dar Visibilidade ao Lúpus” pois, muitas vezes, a condição permanece invisível — seus sintomas são mal compreendidos e seu impacto, ignorado. Por isso, neste 10 de maio, o mundo é convocado a tornar a doença visível e garantir que ninguém a enfrente em silêncio.

Todos os dias, mais de 5 milhões de pessoas em todo o globo lutam contra as consequências debilitantes dessa doença autoimune potencialmente fatal que pode danificar praticamente qualquer parte do corpo, incluindo pele, coração, pulmões, rins e cérebro. Embora alguns grupos de pessoas desenvolvam lúpus com mais frequência do que outros, a doença pode afetar pessoas de todas as idades, raças, etnias e gêneros.

Estima-se que entre 150 mil e 300 mil pessoas convivam com Lúpus no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Lúpus é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune (grupo de doenças em que o sistema imunológico ataca o próprio organismo), podendo danificar praticamente qualquer parte do corpo, incluindo pele, coração, pulmões, rins e cérebro.


São reconhecidos quatro tipos principais:

Lúpus eritematoso sistêmico (LES): responsável por aproximadamente 70% de todos os casos. Em cerca de metade deles um órgão ou tecido importante do corpo, como coração, pulmões, rins ou cérebro, será afetado.

Lúpus cutâneo: responsável por aproximadamente 10% de todos os casos, manifesta-se com manchas na pele, geralmente avermelhadas e principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar, como rosto, orelhas, colo (“V” do decote) e nos braços.

Lúpus induzido por medicamentos: responsável por cerca de 10% dos casos, é causado por altas doses de determinados medicamentos. Os sintomas são semelhantes aos do Lúpus sistêmico e geralmente diminuem quando o uso da substância que o provocou é interrompido.

Lúpus neonatal: condição rara em que os anticorpos da mãe que tem lúpus atacam o feto. Ao nascer, o bebê pode apresentar erupção cutânea, problemas hepáticos ou contagem baixa de células sanguíneas. Esses sintomas geralmente desaparecem completamente após seis meses, sem efeitos duradouros.


Sintomas:

Os sintomas variam de acordo com as partes do corpo que forem afetadas. Os sinais mais comuns são:

– Lesões de pele: as mais características são as avermelhadas em maçãs do rosto e dorso do nariz;
– Dor e inchaço, principalmente nas articulações das mãos;
– Inflamação de pleura ou pericárdio (membranas que recobrem o pulmão e coração);
– Inflamação no rim;
– Alterações no sangue podem ocorrer em mais da metade dos casos, com diminuição de glóbulos vermelhos (anemia), de glóbulos brancos (leucopenia), de linfócitos (linfopenia) ou de plaquetas (plaquetopenia);
– Menos frequentemente observam-se inflamações no cérebro, causando convulsões, alterações do comportamento (psicose) ou do nível de consciência e até queixas sugestivas de comprometimento de nervos periféricos;
– Inflamações de pequenos vasos (vasculites) podem causar lesões avermelhadas e dolorosas em palma de mãos, planta de pés, no céu da boca ou em membros;
– Queixas de febre sem ter infecção, emagrecimento e fraqueza são comuns quando a doença está ativa;
– Manifestações nos olhos, aumento do fígado, do baço podem ocorrer em fase ativa da doença;
– Dor no peito ao inspirar profundamente;
– Sensibilidade à luz do sol;
– Dor de cabeça, confusão mental e perda de memória;
– Linfonodos aumentados;
– Queda de cabelo;
– Feridas na boca;
– Desconforto geral, ansiedade, mal-estar.


Sintomas específicos, relacionados à parte do corpo afetada, incluem:

– Cérebro e sistema nervoso: cefaleia, dormência, formigamento, convulsões, problemas de visão, alterações de personalidade, psicose lúpica;
– Trato digestivo: dor abdominal, náuseas e vômito;
– Coração: ritmo cardíaco anormal (arritmia);
– Pulmão: tosse com sangue e dificuldade para respirar;
– Pele: coloração irregular da pele, dedos que mudam de cor com o frio (fenômeno de Raynaud);

Importante: Se não tratado corretamente, o Lúpus pode provocar complicações graves a diversos órgãos e tecidos do corpo levando, inclusive, à morte.


Tratamento:

O tratamento do Lúpus deve ser individualizado, de acordo com o tipo de manifestação apresentada por cada paciente. Seu objetivo é permitir o controle da atividade da doença, a minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida aos seus portadores. O reumatologista é o especialista mais indicado para tratar e acompanhar esses indivíduos e, quando necessário, outros especialistas devem fazer o seguimento em conjunto.

O acompanhamento e o tratamento são oferecidos de forma integral e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Prevenção:

Ainda não existem formas conhecidas de se prevenir o surgimento do Lúpus, tendo em vista que as causas da doença não são totalmente conhecidas. Também não há vacina disponível.

A prevenção tem como foco evitar os fatores que desencadeiam a atividade da doença, tais como:

– Evitar a exposição ao sol e a outras formas de radiação ultravioleta;
– Tratar as infecções;
– Evitar o uso de estrógenos e de outras drogas;
– Evitar a gravidez em fase ativa da doença;
– Evitar o estresse.


Recomendações que melhoram a qualidade de vida e o tratamento dos pacientes:

– Psicoterapia e grupos de apoio podem ajudar a aliviar a depressão e as alterações no humor que podem surgir em decorrência da condição;
– Descansar bastante é fundamental;
– Evitar o sol;
– Praticar atividades físicas regularmente;
– Não fumar;
– Não consumir bebidas alcoólicas;
– Manter alimentação saudável, com dieta balanceada e rica em cálcio.


Informações adicionais sobre o Lúpus:

– Não é contagioso, nem mesmo por contato sexual;
– Não se assemelha nem se relaciona ao câncer;
– Seu tratamento pode incluir medicamentos imunossupressores que também são usados ​​na quimioterapia;
– Não se assemelha nem se relaciona ao HIV (vírus da imunodeficiência humana) ou a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida). No HIV ou Aids o sistema imunológico é pouco ativo; no Lúpus, o sistema imunológico está hiperativo;
– A doença pode variar de leve a fatal e sempre deve ser tratada por um médico. Com cuidados adequados, a maioria dos pacientes pode levar uma vida plena.


Fontes:

Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Reumatologia
World Lupus Federation



Publicado: Thursday, 01 de January de 1970

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